Tenente Coimbra denuncia exposição no Museu da Língua Portuguesa
O deputado Tenente Coimbra acionou o Ministério Público e a Alesp para apurar suposta apologia ao crime e "narcocultura" em mostra sobre funk
- Publicado: 05/05/2026 21:54
- Alterado: 05/05/2026 21:54
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Assessoria
O deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) oficializou, nesta segunda-feira (4/5), uma denúncia no Ministério Público de São Paulo contra a exposição “Funk: um grito de ousadia e liberdade”. A mostra, em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, na capital, é alvo de questionamentos do parlamentar por suposta apologia ao tráfico de drogas, erotização de menores e promoção da chamada “narcocultura”.
Fiscalização in loco e denúncia ao Ministério Público
A iniciativa de Tenente Coimbra ocorreu após uma vistoria realizada pelo próprio parlamentar no último final de semana. Durante a visita, o deputado identificou elementos audiovisuais que, em sua análise, normalizam organizações criminosas e o uso de armamentos em comunidades. Segundo o protocolo enviado ao MP-SP, a mostra exibe painéis com representações de drogas e poses sensuais consideradas inadequadas para o público escolar que frequenta o museu.
“Esta exposição é um absurdo. Ela enaltece a ‘narcocultura’, normaliza o uso de entorpecentes e sexualiza jovens. É uma mostra que ainda demoniza a Polícia Militar”, afirmou Tenente Coimbra. O parlamentar ressaltou que a denúncia ao MP (protocolo 0695.0000361/2026) aguarda um retorno oficial em até 15 dias.
Convocação na Alesp e gestão cultural
Além da esfera jurídica, Tenente Coimbra acionou a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O objetivo é que diretores da IDBrasil, organização social que gere o museu, prestem esclarecimentos sobre os critérios curadorias adotados e a compatibilidade do conteúdo com a missão institucional do equipamento público.
O deputado Tenente Coimbra também estabeleceu contato com a secretária de Estado de Cultura, Marilia Marton, solicitando detalhes sobre o custo total da exposição e o uso de recursos da Lei Rouanet. O parlamentar questiona a justificativa técnica para a aprovação de itens como guarda-chuvas com fuzis em destaque e playlists que narram fugas policiais.
Posicionamento e limites da arte
Embora as organizações responsáveis pela mostra defendam o funk como manifestação cultural legítima e de resistência, o deputado reitera que sua ação não visa a censura, mas a fiscalização do uso de recursos e espaços públicos. Para Tenente Coimbra, a exposição confunde a formação da juventude ao apresentar simbologias ligadas ao crime organizado como arte.
A expectativa agora gira em torno da resposta da IDBrasil na Alesp e do parecer do Ministério Público, que decidirá se há elementos para a abertura de um inquérito civil ou a recomendação de alterações na estrutura da exposição.