Temer comenta voto de Luiz Fux em julgamento de Bolsonaro
Temer afirma que apoio de Fux é essencial para Bolsonaro e critica ataque de Tarcísio a Moraes
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 11/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Nesta quinta-feira (11), o ex-presidente Michel Temer, do MDB, expressou sua opinião sobre o voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento relacionado a supostas ações golpistas que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL. Temer considerou o voto de Fux “fundamental” para a defesa de Bolsonaro.
O voto de Fux, que ocorreu na quarta-feira (10), resultou na absolvição de Bolsonaro das acusações que pesavam contra ele. Este foi o primeiro voto divergente até o momento no julgamento, gerando um debate acirrado entre Fux e o relator do caso, Alexandre de Moraes.
Em sua declaração durante o 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, realizado em Salvador, Temer ressaltou a importância do voto de Fux para Bolsonaro. “Até agora, ele [Fux] está absolvendo todos, portanto este voto é crucial para o ex-presidente”, afirmou.
Temer também comentou sobre as posturas dos ministros Moraes e Fux durante os procedimentos, reconhecendo a validade das posições adotadas por ambos e considerando natural a divergência entre eles. Ele expressou confiança na “qualidade pacificadora” dos dois magistrados.
Atualmente, a contagem parcial dos votos está em 2 a 1 pela condenação de Bolsonaro, com os votos dos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia ainda pendentes. Caso um deles vote pela condenação, a maioria será formada.
O ex-presidente também se pronunciou sobre os comentários do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que chamou Alexandre de Moraes de ditador durante uma manifestação bolsonarista na avenida Paulista no último domingo (7). Para Temer, Tarcísio “não foi feliz” em suas palavras, mas compreendeu que a declaração poderia ter sido impulsionada pelo clima intenso do evento e pela necessidade do governador em demonstrar lealdade ao ex-presidente.
Por fim, quando questionado sobre um projeto de lei que propõe anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, Temer previu que tal proposta enfrentará desafios legais relacionados à sua constitucionalidade. Ele defendeu que seria mais adequado que o STF buscasse uma solução pacificadora dentro dos meios jurídicos disponíveis, como a possibilidade de redução de penas para aqueles envolvidos nas depredações.