Taxa de desemprego no Brasil cai para 5,3%, diz IBGE
Resultado divulgado pelo IBGE confirma previsões do mercado e mostra diminuição de desocupados no país no trimestre encerrado em agosto
- Publicado: 29/09/2026 09:27
- Alterado: 29/09/2026 09:27
- Autor: Daniela Ferreira
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, apontando para a continuidade do processo de absorção da mão de obra no país.
O indicador apresentou uma retração de 0,3 ponto percentual em comparação ao trimestre finalizado em maio, quando havia atingido 5,6%, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (29).
O resultado divulgado pelo órgão oficial veio exatamente em linha com as expectativas sinalizadas pelos analistas do mercado financeiro. A mediana das estimativas apurada em sondagem da agência internacional de notícias Reuters indicava que o índice de desocupação se fixaria em 5,3% no período.

Com o recuo do indicador, o contingente total de pessoas desocupadas no país teve uma diminuição de 4,6% em relação ao trimestre anterior. A queda percentual significa que menos 281 mil trabalhadores permaneceram na busca por uma colocação profissional no mercado formal ou informal de trabalho.
Em relação ao mesmo período de 2025, a redução da população desocupada alcançou 4,9%, consolidando a tendência de queda sustentada do desemprego na economia nacional.
Dinâmica da ocupação e conjuntura do mercado de trabalho
A redução do contingente de pessoas sem ocupação acompanha a evolução positiva dos indicadores de atividade econômica no país. O recuo de 281 mil desocupados no trimestre móvel encerrado em agosto reforça o movimento de recuperação do poder de absorção das empresas e do setor produtivo.
Além da retração observada em relação ao trimestre encerrado em maio, a queda de 4,9% no comparativo interanual demonstra que o ritmo de geração de postos de trabalho tem se mantido superior ao fluxo de novos ingressantes no mercado de trabalho, contribuindo para a estabilização dos índices de renda e consumo no mercado interno.