Tarifa do transporte sobe em São Paulo e região metropolitana

A tarifa do transporte coletivo foi reajustada na capital paulista e em cidades da região metropolitana, com aumentos acima da inflação e impacto direto no bolso dos usuários

Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

A tarifa do transporte coletivo em São Paulo sofreu reajuste a partir desta terça-feira, 6 de fevereiro. A medida, adotada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), eleva o valor da passagem de ônibus na capital de R$ 5 para R$ 5,30, um aumento de 6%. O percentual supera a inflação acumulada no período, que foi de 3,9%, segundo o IPCA, do IBGE.

Enquanto a nova tarifa entra em vigor na capital, parte das cidades da Região Metropolitana de São Paulo já aplicou reajustes desde o início do ano, enquanto outras ainda analisam possíveis alterações nos valores cobrados dos usuários.

Ônibus, metrô e trens ficam mais caros na capital

Metrô de SP
Rovena Rosa/Agência Brasil

Além dos ônibus municipais, a tarifa do transporte sobre trilhos, sob responsabilidade do governo estadual, também foi reajustada. As passagens de metrô e trem passaram de R$ 5,20 para R$ 5,40.

Com isso, o valor da tarifa integrada, utilizada por passageiros que combinam ônibus e metrô ou trem, subiu de R$ 8,90 para R$ 9,38, impactando diretamente quem depende de mais de um modal no deslocamento diário.

Tarifas já reajustadas na Região Metropolitana

Tarifa do transporte
Fernando Frazão/Agência Brasil

Diversos municípios da Grande São Paulo já implementaram aumento na tarifa do transporte coletivo. Veja os principais reajustes:

  • Guarulhos: passou de R$ 5,10 (Cartão Cidadão) e R$ 5,30 (dinheiro) para R$ 6,20. Reajuste válido desde 1º de janeiro.
  • Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi: aumento de R$ 5,80 para R$ 6,10, em vigor desde esta segunda-feira.
  • Mauá: R$ 4,90 no cartão SIM (antes R$ 4,60) e R$ 5,90 em dinheiro (antes R$ 5,50).
  • Itaquaquecetuba: R$ 6 no cartão e R$ 6,30 em dinheiro.
  • Arujá: R$ 6, ante R$ 5,50.
  • Rio Grande da Serra: R$ 5,50, antes R$ 5.
  • Ribeirão Pires: R$ 5,70 no bilhete eletrônico e R$ 6,40 em dinheiro.
  • Itapecerica da Serra: reajuste de R$ 5 para R$ 5,50, a partir desta terça-feira.

Cidades que mantiveram a tarifa inalterada

Alguns municípios decidiram manter a tarifa sem reajuste até o momento. É o caso de:

  • Santo André: R$ 5,90
  • Poá: R$ 5,70
  • Cajamar: R$ 4,60
  • São Bernardo do Campo: R$ 5,95

Municípios com reajuste indefinido

Ainda não há definição sobre a tarifa do transporte coletivo em cidades como Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Taboão da Serra e Embu-Guaçu. Em Embu das Artes, o reajuste segue em análise, enquanto Mogi das Cruzes informou que divulgará a decisão assim que houver definição.

Em Diadema, o tema ainda está em discussão interna. Já em Santana de Parnaíba, uma reunião marcada para o dia 12 deve tratar do possível aumento da tarifa e da implantação do bilhete único com integração gratuita entre linhas. Caieiras informou que não há decisão até o momento.

Cidades com tarifa zero ou sem transporte municipal

Gabriela Gonçalves / PMSCS

Há ainda municípios que não possuem linhas municipais ou adotaram tarifa zero no transporte público. Entre eles estão São Caetano do Sul, Vargem Grande Paulista, Guararema, Biritiba-Mirim e Juquitiba.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 06/01/2026
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA