Endividamento afeta 3,2 milhões de famílias em São Paulo

O aumento das tarifas de transporte e educação pressiona o orçamento, elevando a inadimplência na capital paulista para a marca de 21%.

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O Endividamento em São Paulo abala o orçamento de sete em cada dez lares neste início de ano. O reajuste nos preços das passagens de ônibus e das mensalidades escolares puxou a alta nas despesas básicas das famílias. Os paulistanos encontram dificuldades crescentes para equilibrar as contas, mesmo com a estabilidade do mercado de trabalho.

A capital paulista soma 3,2 milhões de famílias com dívidas ativas e quase 940 mil núcleos familiares em situação de inadimplência.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), conduzida pela FecomercioSP, revela um salto na proporção de lares com pendências financeiras. O índice subiu de 70% em fevereiro para 71,1% em março. A inadimplência acompanhou a tendência de alta e saltou de 20,4% para 20,9%.

Como o Endividamento em São Paulo atinge diferentes rendas

A dificuldade para honrar pagamentos afeta todas as classes sociais da metrópole. As famílias que recebem menos de dez salários mínimos viram a fatia de não pagadores subir para 25,6%. O grupo com rendimentos superiores também registrou piora no cenário, alcançando 9,2% de atrasos.

O cartão de crédito domina absoluto como a principal fonte das pendências financeiras. Os consumidores recorrem intensamente ao dinheiro de plástico para manter o padrão de consumo básico e fazer supermercado. A modalidade representa quase 80% do volume total de débitos registrados no mês.

A pesquisa detalha as principais fontes de dívidas contraídas pelos consumidores:

  • Cartão de crédito: 79,3%
  • Financiamento imobiliário: 16%
  • Crédito pessoal: 12,3%
  • Financiamento de veículos: 10,5%
  • Crédito consignado: 5,8%

Tempo de atraso e comprometimento da renda

Os consumidores com contas atrasadas demoram, em média, 66 dias para regularizar a situação financeira. Esse prazo supera o índice medido em fevereiro e sinaliza um descontrole progressivo no orçamento doméstico. O tempo de comprometimento com dívidas, no entanto, recuou para 6,8 meses.

A moderação na tomada de empréstimos longos evita um reflexo mais severo do Endividamento em São Paulo sobre a economia local. O cidadão adota maior cautela ao assumir financiamentos extensos para priorizar despesas urgentes. A parcela da renda comprometida com parcelas fixou-se em 26,7%, um dos menores níveis da série histórica.

O comportamento de pagamento sofreu alterações bruscas após o fim das liquidações de início de ano. O Pix perdeu espaço na preferência de uso, cedendo lugar ao cartão parcelado. A transição expõe a falta de dinheiro em conta e consolida o Endividamento em São Paulo como o principal desafio financeiro das famílias locais neste semestre.

  • Publicado: 06/04/2026 10:35
  • Alterado: 06/04/2026 11:13
  • Autor: T
  • Fonte: FecomercioSP