Endividamento afeta 3,2 milhões de famílias em São Paulo
O aumento das tarifas de transporte e educação pressiona o orçamento, elevando a inadimplência na capital paulista para a marca de 21%.
- Publicado: 06/04/2026 10:35
- Alterado: 06/04/2026 11:13
- Autor: T
- Fonte: FecomercioSP
O Endividamento em São Paulo abala o orçamento de sete em cada dez lares neste início de ano. O reajuste nos preços das passagens de ônibus e das mensalidades escolares puxou a alta nas despesas básicas das famílias. Os paulistanos encontram dificuldades crescentes para equilibrar as contas, mesmo com a estabilidade do mercado de trabalho.
A capital paulista soma 3,2 milhões de famílias com dívidas ativas e quase 940 mil núcleos familiares em situação de inadimplência.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), conduzida pela FecomercioSP, revela um salto na proporção de lares com pendências financeiras. O índice subiu de 70% em fevereiro para 71,1% em março. A inadimplência acompanhou a tendência de alta e saltou de 20,4% para 20,9%.
Como o Endividamento em São Paulo atinge diferentes rendas
A dificuldade para honrar pagamentos afeta todas as classes sociais da metrópole. As famílias que recebem menos de dez salários mínimos viram a fatia de não pagadores subir para 25,6%. O grupo com rendimentos superiores também registrou piora no cenário, alcançando 9,2% de atrasos.
O cartão de crédito domina absoluto como a principal fonte das pendências financeiras. Os consumidores recorrem intensamente ao dinheiro de plástico para manter o padrão de consumo básico e fazer supermercado. A modalidade representa quase 80% do volume total de débitos registrados no mês.
A pesquisa detalha as principais fontes de dívidas contraídas pelos consumidores:
- Cartão de crédito: 79,3%
- Financiamento imobiliário: 16%
- Crédito pessoal: 12,3%
- Financiamento de veículos: 10,5%
- Crédito consignado: 5,8%
Tempo de atraso e comprometimento da renda
Os consumidores com contas atrasadas demoram, em média, 66 dias para regularizar a situação financeira. Esse prazo supera o índice medido em fevereiro e sinaliza um descontrole progressivo no orçamento doméstico. O tempo de comprometimento com dívidas, no entanto, recuou para 6,8 meses.
A moderação na tomada de empréstimos longos evita um reflexo mais severo do Endividamento em São Paulo sobre a economia local. O cidadão adota maior cautela ao assumir financiamentos extensos para priorizar despesas urgentes. A parcela da renda comprometida com parcelas fixou-se em 26,7%, um dos menores níveis da série histórica.
O comportamento de pagamento sofreu alterações bruscas após o fim das liquidações de início de ano. O Pix perdeu espaço na preferência de uso, cedendo lugar ao cartão parcelado. A transição expõe a falta de dinheiro em conta e consolida o Endividamento em São Paulo como o principal desafio financeiro das famílias locais neste semestre.