SUS incorpora teste genético para câncer de mama
Ministério da Saúde oficializa mapeamento genético no SUS para identificar mutações hereditárias e ampliar a prevenção do câncer de mama
- Publicado: 26/05/2026 15:27
- Alterado: 26/05/2026 15:27
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
Em um avanço histórico para a oncologia pública, o Ministério da Saúde oficializou a incorporação do mapeamento genético dos genes BRCA1 e BRCA2 no Sistema Único de Saúde (SUS). O exame, voltado a mulheres diagnosticadas com câncer de mama, identifica mutações hereditárias, permitindo tratamentos personalizados e a extensão do rastreamento para familiares biológicos, uma estratégia de prevenção em massa até então restrita ao setor privado.
Dados apoiados pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) indicam que 10% dos pacientes oncológicos no Brasil possuem predisposição hereditária. A medida possibilita intervenções precoces, como cirurgias preventivas e monitoramento rigoroso antes mesmo do surgimento de tumores.
Desafios de implementação e equidade

Embora a decisão seja celebrada como uma vitória, o Instituto Oncoguia alerta para o intervalo entre a aprovação normativa e a disponibilidade real nos hospitais. Para a entidade, o foco agora deve ser a logística e a capacitação laboratorial para garantir que a inovação chegue a todas as regiões do país.
“A incorporação é um marco, mas o verdadeiro teste começa agora. Precisamos garantir que mulheres em regiões remotas tenham o mesmo direito ao teste que aquelas nos grandes centros”, afirma Evelin Scarelli, vice-presidente do Oncoguia.
Impacto na Saúde Pública
Além do ganho humanitário, a medida é vista como um investimento econômico. O mapeamento de familiares reduz custos de alta complexidade ao evitar que novos casos de câncer de mama sejam descobertos apenas em estágios avançados, gerando economia para o Estado a longo prazo.
Tabela: Benefícios da Incorporação
| Área | Impacto Direto |
| Tratamento | Uso de terapias-alvo mais assertivas para a paciente. |
| Prevenção | Mastectomia profilática e monitoramento de parentes. |
| Economia | Redução de gastos com tratamentos paliativos e internações. |
| Social | Democratização do acesso à medicina de precisão. |