Surto nas sedes da Copa do Mundo exige vacinação contra o Sarampo

Viajantes para a Copa 2026 devem atualizar a vacina contra o sarampo após surtos no México, EUA e Canadá

Crédito: Reprodução

A menos de um mês para o início da Copa do Mundo de 2026, as autoridades de saúde acenderam o sinal de alerta para viajantes e turistas. Os três países que sediarão o Mundial — Estados Unidos, Canadá e México — registram um aumento expressivo nos casos de sarampo desde o ano passado. Com a expectativa de milhões de pessoas circulando entre as 16 cidades-sede, a imunização tornou-se o principal requisito de segurança sanitária para quem pretende acompanhar o torneio.

Ameaça sanitária nas sedes do Mundial

O México vive o cenário mais crítico entre os anfitriões, ultrapassando a marca de 17 mil casos confirmados de sarampo em 2026. Estados Unidos e Canadá também enfrentam surtos importantes, impulsionados pela circulação em aeroportos e grandes eventos. O vírus é considerado um dos mais contagiosos do mundo, com transmissão por via aérea, o que potencializa o risco em estádios e hotéis.

“A transmissão acontece pelo ar e a pessoa pode se contaminar ao dividir ambientes fechados com alguém infectado, mesmo sem contato direto”, explica a infectologista e docente do curso de medicina do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Dra. Tânia Lossavaro. Segundo a especialista, o sarampo possui uma taxa de infecção elevadíssima entre indivíduos não vacinados.

Situação epidemiológica e riscos da doença

Embora o Brasil mantenha o status de eliminação da circulação endêmica, o país já monitora casos importados. Até o momento, o Ministério da Saúde registrou três ocorrências em 2026: duas no estado de São Paulo e uma no Rio de Janeiro. A vigilância epidemiológica reforça que a complacência com a vacina é o maior risco para a saúde pública neste momento.

O quadro clínico inicial do sarampo pode ser confundido com outras viroses, apresentando febre alta, tosse seca, coriza e conjuntivite. Entretanto, a evolução é rápida.

“Ainda existe a falsa percepção de que o sarampo é uma doença simples da infância, mas ele pode causar quadros graves, como pneumonia e encefalite, e até levar à hospitalização”, alerta a Dra. Tânia Lossavaro.

Guia de vacinação para viajantes

Para garantir a proteção, o Ministério da Saúde orienta que a atualização vacinal ocorra, preferencialmente, 15 dias antes do embarque. A estratégia de imunização para o sarampo varia de acordo com a faixa etária:

  • Crianças de 6 a 11 meses: Devem receber a “Dose Zero” se forem viajar para áreas de risco (esta dose não substitui o calendário de rotina).
  • De 12 meses a 29 anos: É obrigatório comprovar duas doses da vacina tríplice viral.
  • Adultos de 30 a 59 anos: Devem ter pelo menos uma dose comprovada no histórico vacinal.

Caso o viajante retorne ao Brasil e apresente febre ou manchas vermelhas no corpo em até 21 dias, a orientação é procurar atendimento médico imediato e relatar o histórico de viagem internacional. “A vacina é a única forma segura de evitar o sarampo. Se houver dúvida sobre o histórico, procure uma unidade de saúde e atualize as doses”, finaliza a infectologista.

  • Publicado: 26/05/2026 14:46
  • Alterado: 26/05/2026 14:46
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Assessoria