Supermercados de SP lutam contra falta de mão de obra
Especialistas pedem melhores condições para atrair novos talentos e garantir equilíbrio na vida profissional
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 26/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O setor supermercadista em São Paulo está passando por um momento desafiador, enfrentando dificuldades significativas na ocupação de suas vagas de emprego. Dados da Associação Paulista de Supermercados (APAS) indicam a existência de aproximadamente 35 mil posições abertas, muitas das quais permanecem sem candidatos devido às condições oferecidas.
Embora as remunerações sejam um pouco superiores ao salário mínimo vigente, atualmente fixado em R$ 1.518, as jornadas exaustivas e a falta de benefícios adequados têm se mostrado obstáculos consideráveis para a atração de novos trabalhadores. As funções disponíveis muitas vezes envolvem carga horária excessiva e acúmulo de responsabilidades, criando um cenário que requer uma mudança nas abordagens de recrutamento do setor.
Especialistas afirmam que o perfil dos trabalhadores mudou; hoje, muitos buscam não apenas salários competitivos, mas também condições que permitam um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional, além de oportunidades de crescimento dentro da organização.
Para mitigar a escassez de mão de obra, a APAS tem implementado estratégias inovadoras. Uma dessas medidas é a reintegração de profissionais com mais de 50 anos ao mercado de trabalho. Além disso, a associação tem buscado firmar parcerias com prefeituras e programas sociais, visando alcançar pessoas em situações vulneráveis.
O presidente da APAS, Erlon Ortega, destaca que os supermercados estão abrindo oportunidades em áreas que não exigem experiência prévia, o que pode aumentar o número de candidatos. Ele enfatiza ainda a necessidade de criar um ambiente laboral mais equilibrado e produtivo, fundamental para atrair e reter talentos no setor.