Incêndios florestais devastam regiões da Coreia do Sul
Fogo causou 18 mortes e evacuaram 27 mil moradores. A origem dos incêndios ainda está sob investigação.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 26/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Um devastador conjunto de incêndios florestais na Coreia do Sul resultou na morte de ao menos 18 pessoas e forçou a evacuação de cerca de 27 mil moradores. As chamas, que se alastraram por diversas regiões do sudeste do país, consumiram mais de 200 estruturas e devastaram aproximadamente 43.330 acres de terras.
Entre as perdas significativas está o templo budista Gounsa, que contava com uma história de 1.300 anos, localizado no condado de Uiseong. De acordo com informações do Serviço do Patrimônio da Coreia, algumas relíquias do templo, incluindo uma notável estátua de Buda esculpida em pedra, foram resgatadas antes que o fogo destruísse completamente as edificações.
As cidades mais impactadas pela tragédia incluem Andong, Uiseong, Sancheong e Ulsan. Os fortes ventos na região têm dificultado significativamente os esforços das equipes de emergência empenhadas no combate às chamas.
O Ministério do Interior da Coreia do Sul mobilizou quase 9 mil bombeiros, com o apoio de mais de 130 helicópteros e centenas de veículos. Contudo, as operações foram parcialmente suspensas durante a noite devido à intensificação dos ventos, que aumentaram a dificuldade para o controle das chamas.
Em resposta à gravidade da situação, as autoridades elevaram o nível de alerta para incêndios florestais ao grau máximo, classificado como “grave”. Isso resultou em um endurecimento das restrições ao acesso a florestas e parques, além da suspensão de atividades militares que envolvem o uso de fogo real.
A origem dos incêndios ainda está sob investigação. Há suspeitas de que alguns dos focos possam ter sido causados por erro humano, como o uso imprudente de fogo para limpeza em áreas adjacentes a túmulos familiares ou faíscas geradas durante trabalhos de soldagem.
O primeiro-ministro interino Han Duck-soo declarou que o governo está utilizando todos os recursos disponíveis para combater os incêndios e pediu à população que mantenha vigilância constante diante da seca persistente da primavera, que continua a representar um alto risco para novos incidentes.