Supercomputador da Petrobras tem força de 10 milhões de celulares

Saiba como o Harpia processa dados sísmicos e lidera o ranking de tecnologia na América Latina com investimento de R$ 435 milhões.

Crédito: Fausto Eduardo Pereira/Divulgação/Petrobras… - Veja mais em https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/01/15/harpia-supercomputador-petrobras.htm?cmpid=copiaecola

O novo supercomputador da Petrobras, batizado de Harpia, acaba de assumir o posto de máquina mais potente de toda a América Latina. Atualmente, o Brasil possui dez equipamentos na lista dos 500 mais rápidos do mundo, mas o Harpia se destaca isolado na 36ª posição do ranking global.

Essa liderança não é apenas simbólica. Atualizada em dezembro, a lista internacional confirma que o equipamento atingiu a marca de 146 Pflops. Na prática, isso significa a execução de 146 quatrilhões de operações matemáticas por segundo.

Para dimensionar essa magnitude, Luiz Rocha Monnerat, consultor master de tecnologia da informação da companhia, traça um paralelo direto com dispositivos do cotidiano. A capacidade de processamento desse supercomputador da Petrobras equivale ao uso simultâneo de:

  • 10 milhões de smartphones modernos;
  • Ou 200 mil notebooks de alta performance.

Como o supercomputador da Petrobras encontra petróleo

A função primordial dessa tecnologia vai muito além da velocidade bruta. O objetivo é garantir eficiência máxima na exploração e no planejamento da produção energética. O sistema atua realizando uma espécie de “ultrassonografia” geológica de altíssima precisão.

Segundo especialistas da estatal, o equipamento processa algoritmos complexos para gerar imagens sísmicas de vastas regiões. Isso permite identificar, com clareza inédita, onde estão os reservatórios de óleo e gás.

“A utilização desses sistemas está diretamente relacionada ao avanço das fronteiras do conhecimento”, afirma Luiz Rocha Monnerat.

O investimento para colocar o supercomputador da Petrobras em operação foi massivo. Inaugurado em outubro, o projeto custou R$ 435 milhões. A estrutura física também impressiona: a máquina pesa 50 toneladas e, se tivesse suas partes alinhadas, ocuparia um comprimento de 50 metros.

O cenário da supercomputação no Brasil

Embora os Estados Unidos, China e Japão dominem o topo do ranking mundial, o Brasil consolida sua relevância regional. Dos dez representantes nacionais no Top 500, sete pertencem à estatal de petróleo.

Além do Harpia, outros equipamentos da empresa ocupam as posições 97, 184, 222, 295, 333 e 341. Isso demonstra que a estratégia de atualização constante do supercomputador da Petrobras é uma política contínua da companhia.

O ecossistema brasileiro de alto desempenho se completa com outras iniciativas:

  1. Santos Dumont (Posição 122): Do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), vital para estudos de vacinas e genômica.
  2. SiDi (Posição 382): Iniciativa privada.
  3. Software Company MBZ (Posição 354): Iniciativa privada.

O uso dessas máquinas ultrapassa o setor energético. Áreas como aeronáutica, farmacêutica e pesquisa acadêmica dependem cada vez mais desse poder de cálculo. Contudo, é inegável que o motor financeiro e tecnológico que impulsiona esse setor no país continua sendo o investimento recorrente no supercomputador da Petrobras.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 15/01/2026
  • Fonte: Fever