Sindicatos descumprem liminar e greve dos garis continua

Situação é grave no ABC, onde os sindicatos descumprem a liminar do TRT. Há ocorrência de agressões a trabalhadores, depredação de caminhões e recusa na coleta de resíduos hospitalares.

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No município de São Bernardo do Campo, a empresa está trabalhando com muita dificuldade, em razão de piquetes dos sindicalistas.

A liminar expedida pelo TRT, determina a operação de 70% da frota na coleta de resíduos domiciliares, 100% na área da saúde, abrangendo hospitais e clínicas, e o funcionamento pleno dos aterros sanitários. Nas demais cidades, como Santo André, Diadema, Mauá, São Caetano e Rio Grande da Serra, a situação é caótica, tendendo a agravar-se, pois a paralisação continua, informa o Selur (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo).

A representação sindical dos trabalhadores está ignorando a liminar, que estabelece multa diária de R$ 100 mil reais em caso de descumprimento. Na noite de ontem (25/03), quatro oficiais de justiça, enviados pelo TRT, constataram a situação na região. Hoje (26), novamente a situação foi constatada por outros quatros oficiais de justiça. Há informações de numerosos boletins de ocorrências, em delegacias de polícia, sobre agressões a trabalhadores e depredações de caminhões. O desrespeito a uma decisão da justiça dificulta qualquer possibilidade de negociações e contribui para a continuidade da greve.

LIXO NA RUA E ATERRO FECHADO
A população dos municípios do ABC está passando dificuldades com o acúmulo de sacos de lixo pelas ruas. Além da interrupção da coleta, os grevistas fecharam o aterro sanitário de Mauá, que recebe os resíduos sólidos da região. Por isso, os caminhões da coleta em São Bernardo, têm de levar os resíduos para fora da grande São Paulo, numa operação logística complexa e demorada.

Até ontem no final da tarde, os grevistas recusavam-se até mesmo a recolher os resíduos hospitalares, inclusive os infectantes, o que é bastante grave. Com imenso esforço de negociação, aceitaram recolher o material infectante, mas deixaram nos hospitais e clínicas os resíduos normais, o que também é preocupante em termos sanitários e de saúde. Em Santo André, as empresas conseguiram colocar hoje apenas oito caminhões nas ruas, mas, para isso, foi necessário o apoio de forte aparato policial, com a mobilização da PM e também da Guarda Civil Municipal.

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  • Publicado: 26/03/2015 19:03
  • Alterado: 26/03/2015 19:03
  • Autor: Redação
  • Fonte: Viveiros