Setor de eventos movimenta R$ 30 bilhões e pede regulação
Com impacto de quase R$ 30 bilhões no país, o setor de eventos pressiona pela aprovação de um marco regulatório
- Publicado: 09/07/2026 16:02
- Alterado: 09/07/2026 16:02
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
A União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE) divulgou um balanço que mensura a força econômica do setor de eventos no Brasil e defendeu a urgência da aprovação do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026). Segundo a entidade, apenas quatro grandes recortes do setor, o Carnaval do Rio de Janeiro, o Carnaval de Pernambuco, o festival Rock in Rio e as feiras corporativas de São Paulo, somam quase R$ 30 bilhões em impacto econômico direto nas economias regionais.
A proposta de regulamentação visa dar maior estabilidade jurídica e previsibilidade para promotores, fornecedores e investidores, transformando a percepção do setor de uma simples ferramenta de marketing para uma indústria estratégica nacional.
O Impacto Financeiro em Números

Os dados coletados por órgãos públicos, entidades e fundações privadas ajudam a desenhar o tamanho da cadeia produtiva movimentada por grandes encontros populares, festivais e pelo turismo de negócios:
- Feiras B2B (São Paulo): Movimentam R$ 14 bilhões por ano. O setor corporativo atrai 8 milhões de visitantes ao longo de 270 dias de calendário, garantindo uma ocupação hoteleira e consumo constantes, além de gerar leads e atração de investimentos a longo prazo;
- Carnaval do Rio de Janeiro: Gerou R$ 5,9 bilhões em impacto econômico em 10 dias, atraindo 2 milhões de turistas à cidade e 1 milhão de pessoas ao Sambódromo;
- Carnaval de Pernambuco: Injetou R$ 3,7 bilhões na economia local em 10 dias de festas, atraindo um público de 2,8 milhões de visitantes;
- Rock in Rio: O festival de música gerou R$ 2,9 bilhões em impacto financeiro durante seus sete dias de realização, reunindo cerca de 700 mil pessoas.
B2C vs. B2B: Força Massiva e Constância
A UBRAFE aponta que o mercado se divide em duas dinâmicas complementares. Enquanto os megaeventos voltados ao consumidor final (B2C), como festivais e carnavais, geram picos massivos de faturamento e forte projeção cultural em poucos dias, as feiras de negócios (B2B) sustentam a economia de forma contínua.
“Os eventos com foco na geração de negócios têm um papel decisivo nesse debate porque combinam impacto econômico expressivo com regularidade ao longo do ano. É um impacto menos visível do que o de um grande festival, mas extremamente consistente e estratégico”, afirma Paulo Ventura, presidente da UBRAFE.
Nacionalmente, o Brasil sedia mais de 2.000 feiras e eventos corporativos anuais. De acordo com o mapeamento da entidade, essas rodadas de negócios chegam a movimentar mais de R$ 1 trilhão em contratos e transações comerciais por ano, ativando setores como transporte, segurança, montagem técnica, hotelaria e gastronomia.