Turismo registra maior faturamento da história para abril
Pesquisa da FecomercioSP aponta que o turismo brasileiro faturou R$ 23,2 bilhões em abril, impulsionado pelo transporte aéreo, hotelaria e alimentação.
- Publicado: 09/07/2026 12:04
- Alterado: 09/07/2026 12:05
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: FecomercioSP
O setor de Turismo faturou R$ 23,2 bilhões em abril de 2026, o maior valor já documentado para o mês na série histórica. O volume financeiro representa um crescimento de 2,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) credita o resultado à manutenção da frequência de viagens corporativas e de lazer. O consumo contínuo se firmou logo após a alta temporada de início de ano e o carnaval.
No acumulado de janeiro a abril, a atividade econômica avançou 3,6% frente ao ano anterior. O percentual confirma a rota de aquecimento projetada por especialistas do varejo.
Transporte aéreo puxa faturamento do Turismo
A aviação comercial liderou a geração de receitas do mês ao somar R$ 6,9 bilhões. O montante crava o ápice histórico para abril e marca uma alta de 3,7% em relação ao ano anterior.
A demanda doméstica real por voos registrou expansão de apenas 1,8%, configurando o menor índice para o mês desde 2021. A base de sustentação financeira das companhias aéreas concentrou-se na alta de 9% aplicada sobre a tarifa média das passagens.
“As companhias ainda não conseguiram repassar integralmente esse custo aos passageiros”, analisou a diretoria da FecomercioSP sobre o encarecimento do querosene de aviação. O preço médio do litro subiu de R$ 3,33 para R$ 6,50 com a escalada do conflito no Oriente Médio.
Dinâmica da hotelaria e alimentação
Os meios de hospedagem movimentaram R$ 5,3 bilhões e registraram elevação de 2,6% no faturamento. A diária média cobrada pelos hotéis subiu cerca de 2%, compensando uma ligeira retração na taxa de ocupação, segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb).
Os serviços de alimentação atrelados ao Turismo geraram R$ 3,6 bilhões aos caixas empresariais. A expansão de 5,2% coroa um dos desempenhos setoriais mais consistentes do ano, ancorado diretamente pela força do mercado de trabalho.
São Paulo lidera mercado de Turismo
A economia de São Paulo conservou a liderança absoluta com receitas de R$ 6,6 bilhões, concentrando 41% de todo o capital faturado no País. O avanço estadual de 2,4% recebeu injeção direta dos eventos de negócios que lotam a capital paulista.
A região Nordeste protagonizou picos vertiginosos de faturamento. O Rio Grande do Norte obteve a maior margem de expansão do Brasil com salto de 16,1%, atingindo R$ 132 milhões. A Bahia lucrou R$ 771 milhões, uma progressão expressiva de 11,2%.
O Rio de Janeiro capitalizou o fluxo de visitantes estrangeiros e cresceu 5,7%, alcançando a marca de R$ 1,4 bilhão. Na contramão do setor, os estados de Goiás, Ceará e Tocantins sofreram as quedas mais agudas. Minas Gerais, segundo maior mercado do País, encolheu 1,3%.
As projeções econômicas mantêm a previsão de alta entre 4% e 5% para o Turismo doméstico no fechamento de 2026. O crédito acessível para as famílias garante o consumo interno, enquanto o risco primário para as operações globais recai sobre a guerra no Irã e a volatilidade energética.