SescTV estreia a série O Menino que Engoliu o Sol
Nova produção do SescTV, narrada por Ney Matogrosso, leva ao público infantil uma narrativa sensível ambientada no Pantanal e inspirada em saberes ancestrais
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 02/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Em fevereiro, o SescTV estreia a série de animação “O Menino que Engoliu o Sol”, uma obra delicada que convida crianças e adultos a refletirem sobre a infância em diálogo profundo com a natureza, a memória e os afetos. Com direção de Patrícia Alves Dias e narração de Ney Matogrosso, a produção conta com 13 episódios de sete minutos, exibidos aos sábados, às 10h, com reapresentações ao longo da semana na programação do canal.
Inspirada no livro homônimo de Ricardo Pieretti Câmara, no imaginário poético de Manoel de Barros e no mito do fogo do povo indígena Guató, a série do SescTV transpõe para o Pantanal uma narrativa sensível sobre crescer, brincar e aprender a conviver com o medo a partir do cuidado e da imaginação.
Uma infância pantaneira marcada pela escuta e pelo afeto

No episódio de estreia, “Ácó Cene” (7/2), o público conhece Manoel, um menino que acorda todos os dias disposto a brincar com tudo o que vive — e também com o que parece imóvel. Rios, insetos, plantas e silêncios compõem seu universo cotidiano. Seu companheiro mais próximo é um peixe-cachorro, e o rio surge como espaço de descoberta, abrigo e pertencimento.
Quando a noite chega, o escuro ainda assusta. Esse medo é acolhido pela avó Donana, figura central da narrativa, que acredita no afeto, no cuidado e na imaginação como formas de proteção. A relação entre avó e neto estabelece o tom poético e sensível que marca a série exibida pelo SescTV.
Natureza, saberes tradicionais e imaginação

Em “Ácó Dùni” (14/2), a natureza anuncia mudanças: a saracura chama a chuva, os insetos se multiplicam e o corpo do menino reage. Uma dor de barriga mobiliza os saberes tradicionais, o benzimento e a escuta atenta da avó, revelando uma infância embalada por práticas ancestrais, em que corpo, ambiente e cuidado caminham juntos.
Já em “Ácó Cùmu” (21/2), as manhãs de Manoel são atravessadas pelo faz-de-conta. O vento ganha rabo, o bosque se enche de águas improváveis e ariranhas brincam no rio. O dia se alonga como estratégia para manter a noite distante, enquanto Donana cria rituais cotidianos para que o medo não encontre espaço — uma construção narrativa que reafirma a delicadeza estética do SescTV.
Reconhecimento internacional e compromisso do SescTV
Encerrando o mês, “Ácó Rékai” (28/2) apresenta a experiência da escola, onde convivem crianças, garças, borboletas e o próprio Pantanal, maior que o mundo. À noite, quando o medo ameaça voltar, o céu se ilumina com vagalumes, oferecendo ao menino uma nova forma de atravessar a escuridão.
Finalista do Japan Prize 2020, uma das mais tradicionais premiações internacionais dedicadas a conteúdos educativos, “O Menino que Engoliu o Sol” reafirma o compromisso do SescTV com produções que respeitam a inteligência da infância e ampliam o repertório sensível de crianças e adultos. Ao transformar o Pantanal em território de poesia, escuta e imaginação, o SescTV convida o público a desacelerar o olhar e redescobrir o mundo a partir da experiência do afeto.
SERVIÇO
O MENINO QUE ENGOLIU O SOL
Direção: Patrícia Alves Dias
Narração: Ney Matogrosso
Brasil, 2020, 13 episódios de 7 minutos
Classificação indicativa: Livre
Exibição na TV: sábados, às 10h
Reapresentações: domingos, 17h30; segundas, 15h; terças, 9h; quintas, 18h15
Episódios de fevereiro
07/02 – Ácó Cene
14/02 – Ácó Dùni
21/02 – Ácó Cùmu
28/02 – Ácó Rékai
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