Servidores de Santo André ocupam Câmara por campanha salarial
Trabalhadores cobram a prefeitura por aumento de 13% e vale-alimentação. A categoria denuncia perdas salariais severas e precariedade.
- Publicado: 01/04/2026 08:22
- Alterado: 01/04/2026 09:34
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
Os Servidores de Santo André tomaram as dependências da Câmara de Vereadores durante a sessão da Tribuna Livre. A ocupação busca encurralar a prefeitura e forçar o atendimento imediato das pautas travadas na campanha salarial.
O relógio corre contra os trabalhadores. A data-base da categoria vence em 1º de abril, exigindo respostas rápidas e concretas da gestão municipal logo após a mobilização nas galerias.
Por que os Servidores de Santo André protestam?
A pauta de reivindicações iniciou em março e foca na recuperação urgente do poder de compra. Calcula-se um abismo inflacionário batendo a perigosa marca de 13,52%. Para estancar a sangria financeira, o funcionalismo exige uma reposição direta nas contas.
As exigências centrais dos trabalhadores incluem:
- Reajuste salarial integral de 13%.
- Implementação imediata do vale-alimentação.
- Nomeação dos aprovados em concursos públicos vigentes.
O desgaste financeiro asfixia as famílias. Quem atua na linha de frente sente o golpe diário nos supermercados e no acerto de contas dos aluguéis no fim do mês.
“Os servidores acumulam perdas gigantescas. Temos dificuldade em pagar aluguel, alimentação e garantir o mínimo. O prefeito precisa valorizar o servidor público, lutamos pelos 13%, é o mínimo”, desabafa Márcia Furquim, profissional que atua há 28 anos na saúde da cidade.
Histórico de negociações e falhas na estrutura

A memória recente incomoda os Servidores de Santo André. No último ano, o prefeito Gilvan (PSDB) concedeu um acréscimo de apenas 5%, fatiado em duas parcelas consideradas insatisfatórias pelo sindicato.
A manobra fragmentada revoltou a base. Desta vez, a categoria barra propostas divididas e exige a compensação depositada de forma integral.
Marmitas estragadas e falta de EPIs
O sucateamento atinge mais do que os contracheques. A rotina diária nos equipamentos municipais revela uma infraestrutura defasada que adoece e expõe as equipes ao perigo.
“As condições de trabalho estão cada vez mais precárias, falta EPI e segurança no trabalho. Várias marmitas vêm até bichadas! Por isso enfatizamos o vale-refeição”, relata a servente geral Roseli Aparecida.
A denúncia escancara a urgência da pauta. A aprovação do vale-refeição devolveria um patamar básico de dignidade para os empregados públicos, substituindo a alimentação precarizada fornecida atualmente.
A pressão das ruas continua. Os trabalhadores prometem manter a vigilância e os protestos até que o Executivo apresente números reais na mesa de negociação. Enquanto o impasse da prefeitura persistir, os Servidores de Santo André seguirão ocupando o centro das decisões políticas do município.