Novo serviço leva cuidado a idosos que vivem em condomínios

Projeto apresentado no Conacare propõe diagnóstico e treinamento em condomínios para garantir envelhecimento seguro e humanizado

Crédito: Suzana Rezende / ABCdoABC

A empresa de cuidados Mastercare apresentou, durante o Conacare, um novo serviço voltado aos idosos que vive em condomínios. A proposta prevê um diagnóstico global dos espaços e dos moradores, com foco em segurança, adaptação e capacitação de equipes, fortalecendo o conceito de “envelhecer em casa” (Aging in Place).

“O que está acontecendo é que a população está envelhecendo muito rápido e, com isso, temos vários desafios, entre eles, cuidar da melhor forma possível desses idosos”, afirmou Fábio Rossi, diretor médico da Mastercare.

Segundo Rossi, o serviço para o idosos abrange análise da estrutura física, treinamento de funcionários (porteiros, zeladores e síndicos) e avaliação clínica dos condôminos, permitindo criar planos de cuidado personalizados. “Queremos garantir que o idoso permaneça com autonomia e segurança em seu próprio lar”, explicou.

Da experiência pessoal ao cuidado coletivo

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A fundadora da Mastercare, Márcia Vieira, contou que a iniciativa nasceu de sua experiência como filha cuidadora. “Há 13 anos cuido dos meus pais, e a partir dessa vivência percebi os desafios que o Brasil tem para cuidar das pessoas idosas”, relatou.

Ela destacou que envelhecer “não pode ser um privilégio, é um direito”, e reforçou a importância de capacitar profissionais para atuar com qualidade e empatia.

“Cuidar é um ato de amor e reconhecimento. O cuidado ofertado precisa ser seguro para a pessoa idosa.”

Condomínios preparados para o envelhecimento

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O novo serviço pretende transformar condomínios em ambientes preparados para que o idosos tenha envelhecimento ativo. “Vamos fazer um diagnóstico global do atendimento, com análise física, adaptações e treinamento das pessoas que vivem e trabalham ali. Assim, se houver necessidade de evacuação ou emergência, isso será feito com segurança”, explicou Rossi.

A iniciativa surge em meio ao que o médico chamou de “pandemia do envelhecimento”, já que o Brasil vê crescer rapidamente a proporção de pessoas acima de 60 anos.

“Hoje, 83% dos idosos brasileiros querem envelhecer em casa”, disse.

O projeto-piloto começou em São Paulo e deve se expandir para outras regiões. “A operação se inicia aqui, mas a expansão será imediata para todo o país”, confirmou Rossi.

Parcerias públicas e cidades amigas do idoso

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O plano de crescimento inclui parcerias público-privadas e integração com políticas municipais de longevidade. Rossi destacou que São Paulo recebeu recentemente da Organização Mundial da Saúde (OMS) o título de “cidade amiga do idoso”.

“É fundamental alinhar condutas entre o setor público e o privado, com metas e indicadores conjuntos de cuidado”, afirmou, lembrando também as ações em curso no Paraná, estado com diversas cidades certificadas.

Um ecossistema voltado à longevidade

Durante o evento, Márcia Vieira também apresentou o Hub Longevidade, que conecta profissionais, empresas e instituições que atuam com o público 50 +. “O objetivo é apoiar e impulsionar quem trabalha com o mercado da longevidade. Já passaram cerca de 60 marcas pelo Hub”, informou.

A proposta integra o movimento conhecido como economia da longevidade, que mobiliza setores como saúde, tecnologia, moradia e serviços.

Tecnologia e humanização no cuidado com o idoso

Parceira da Mastercare, a MedSenior, operadora de saúde especializada na terceira idade, também apresentou soluções inovadoras para os idosos. O superintendente Eric Geinder destacou o Núcleo de Autonomia e Independência (NAI), onde idosos treinam equilíbrio e mobilidade em uma cabine de ônibus real.

“Em 12 semanas, conseguimos dar autonomia para que o idoso suba no ônibus e se sente com segurança. Isso está presente em todas as nossas unidades próprias”, explicou.

A MedSenior completa 15 anos em 2025 e oferece planos de saúde personalizados, oficinas de nutrição, bem-estar e tecnologia. “Cuidar de saúde vai muito além do que passar em consultas médicas”, observou Geinder.

O respeito como ponto de partida

Para Rossi, o maior desafio é educar a sociedade para respeitar o idoso. “Primeiro, precisamos combater o idadismo. O cuidado começa em casa, pelo respeito”, afirmou.

Ele defende a regulamentação da profissão de cuidador, que ainda não existe no Brasil, e reforça a importância de contratar empresas qualificadas. “É essencial buscar quem trabalhe com treinamento adequado e supervisão. O caminho é esse.”

Ao final, resumiu o propósito da empresa em uma frase:

“Cuidar do idoso, de forma humana e também eficaz.”

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 29/10/2025
  • Fonte: Fever