SEHAL discute pauta de reivindicações da categoria
Primeira assembleia geral realizada na manhã desta quarta-feira (27) elegeu comissão para tratar as bases da Convenção Coletiva entre patrões e empregados
- Publicado: 28/09/2017 10:38
- Alterado: 16/08/2023 02:55
- Autor: Redação
- Fonte: ATUAL IMAGEM COMUNICAÇÃO
O SEHAL (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) realizou a primeira assembleia geral com representantes dos estabelecimentos do setor para analisar a pauta de reivindicações da categoria, que tem data-base dia 1º de outubro. Na oportunidade também foi eleita uma comissão, formada por membros da diretoria e empresários, cuja incumbência será negociar os termos da Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDEHOT-SBC (Sindicato do Comércio Hoteleiro e Similares de São Bernardo do Campo e Região). O encontro aconteceu na manhã desta quarta-feira (27), na sede do SEHAL, à Rua Laura, 214, Santo André.
A Convenção Coletiva trará as normas para os trabalhadores de São Bernardo do Campo, Diadema e Rio Grande da Serra.
O presidente do SEHAL, Roberto Moreira, destacou a importância da participação dos empresários nas decisões sobre a pauta de reivindicações, entregue pelos trabalhadores no momento de transição nas relações entre patrões e empregados. “Vamos conduzir este acordo às vésperas de entrar em vigor a Reforma Trabalhista que, a partir de novembro, trará novas regras na legislação”, explicou.
Durante a reunião, os empresários se mostraram preocupados com a pauta apresentada pelo SINDEHOT-SBC, pois consideram que a grave crise na economia afeta a Região. “As reivindicações ignoram a dura realidade do setor, são abusivas e demonstram insensibilidade”, afirma a advogada do SEHAL, Dra. Denize Tonelotto.
Entre os itens da pauta, os representantes dos trabalhadores pedem reajuste salarial de 14%, auxílio educacional de 20% sobre o salário base do empregado, pagamento adicional de 200% sobre a hora extra, seguro de vida em grupo, cesta básica, entre outros.
“Se os empresários fossem irresponsáveis a ponto de acatar esses pedidos, estariam condenando muitos estabelecimentos à falência e acabando com inúmeros postos de trabalho”, acrescentou Dra. Denize.
Também advogado do SEHAL, Dr. João Manoel Pinto Neto, explicou que o índice solicitado pelos representantes dos trabalhadores é impossível de ser repassado. “Os empresários estão tentando sobreviver, muitos já fecham a conta no vermelho há pelo menos dois anos”, comentou.
A primeira reunião para discutir as bases do acordo entre o sindicato patronal e o de empregados está prevista para a próxima sexta-feira (28), no Ministério do Trabalho.