Segurança do paciente guia novo modelo em São Bernardo

Especialistas debatem a integração da rede municipal visando a segurança do paciente, assistência ágil e prevenção de riscos nas doenças não transmissíveis

Segurança do paciente guia novo modelo em São Bernardo

Crédito: PMSBC

A segurança do paciente exige ações rápidas e integradas. A Prefeitura de São Bernardo realizou o II Fórum de Qualidade e Segurança do Paciente nesta quarta-feira (16/9) no Hospital da Mulher. O encontro reuniu especialistas para alinhar as práticas locais às diretrizes globais da Organização Mundial da Saúde (OMS). O foco principal mirou as estratégias de assistência contínua para doenças crônicas no município.

Como a segurança do paciente transforma a navegação oncológica

Segurança do paciente guia novo modelo em São Bernardo
(Foto: PMSBC)

O diagnóstico precoce salva vidas. Garantir uma transição fluida entre as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os centros de alta complexidade evita atrasos fatais no início do tratamento, colaborando para a segurança do paciente. O Complexo de Saúde do município consolidou recentemente a Estratégia de Navegação de Acesso do Paciente Oncológico.

A medida gerencia riscos assistenciais e fortalece a Atenção Primária. A gerente de Qualidade Institucional, Elaine Cristina Melo de Lima, avalia o impacto desse novo fluxo na rotina médica.

“Esse foi um passo definitivo para a consolidação da nossa linha de cuidados. O modelo assegura fluxo ágil, contínuo e seguro ao longo de toda a jornada terapêutica, iniciando no diagnóstico precoce nas UBS até o suporte na assistência especializada.”

Desafios na transição do cuidado médico

Tempo é o fator mais crítico no câncer. Organizar o percurso dos doentes reduz falhas e otimiza os recursos públicos. A segurança do paciente depende de um acompanhamento rigoroso e especializado. A Dra. Claudia Sette, coordenadora da Oncologia Clínica do Hospital de Câncer Padre Anchieta, detalha a prática.

“São Bernardo possui um serviço de saúde amplo e estruturado. A navegação oncológica é um acompanhamento especializado que guia e organiza a jornada do paciente, evitando desperdício de tempo e o agravamento da doença no meio do caminho.”

Combate à fragmentação do sistema municipal

Doenças Não Transmissíveis (DNTs) exigem monitoramento constante. Pacientes com múltiplas condições crônicas sofrem quando a rede de saúde atua de forma desconectada. A padronização de condutas clínicas resolve grande parte desse gargalo operacional.

Profissionais de saúde defendem medidas estruturais específicas para qualificar o atendimento diário:

  • Criação de linhas de cuidado bem estabelecidas.
  • Aplicação de protocolos assistenciais claros.
  • Expansão das políticas de promoção e prevenção à saúde.
  • Integração de inovações tecnológicas, como o telemonitoramento.

A médica infectologista Dra. Mariliza Henriques da Silva reforça a necessidade de modernizar a abordagem preventiva dentro dos hospitais.

“Para superar a fragmentação do sistema precisamos construir e consolidar linhas de cuidado bem estabelecidas. Do ponto de vista individual, precisamos expandir o acesso às questões de promoção e prevenção à saúde para que o cuidado seja preventivo e seguro.”

O compromisso com a excelência molda o futuro do SUS local. Planos de alta estruturados e o alinhamento de equipes multiprofissionais formam a base da atual gestão municipal. Preservar vidas exige modernização técnica e humana constante. O planejamento estratégico focado na segurança do paciente garante resultados clínicos concretos para toda a população.

Leonardo Nogueira

  • Publicado: 17/09/2026 20:02
  • Alterado: 17/09/2026 20:02
  • Autor: Leonardo Nogueira