Secovi-SP divulga dados de janeiro do mercado imobiliário

Capital paulista iniciou o ano com 6.376 unidades residenciais novas lançadas e 6.755 unidades vendidas

Crédito: Marcelo Pereira / SECOM

A Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário (PMI), realizada pelo departamento de Economia e Estatística da entidade junto às incorporadoras associadas, apurou em janeiro a comercialização de 6.755 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo.

Em 12 meses (fevereiro de 2024 a janeiro de 2025), as vendas na capital paulista acumulam 104,5 mil unidades. O VGV (Valor Global de Vendas) totalizou R$ 2,8 bilhões no primeiro mês do ano e atingiu R$ 54,6 bilhões no acumulado de 12 meses – valores deflacionados pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo de Construção), da FGV, referente a janeiro de 2025.

O indicador VSO (Vendas Sobre Oferta), que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas, atingiu 10,1% em janeiro. Em 12 meses, o VSO foi de 61,6%.

Lançamentos e oferta

De acordo com a pesquisa Secovi-SP, a cidade de São Paulo registrou o lançamento de 6.376 unidades residenciais novas em janeiro e somou 104,4 mil unidades no acumulado de 12 meses.

O mercado imobiliário da capital paulista encerrou janeiro 2025 com a oferta de 60,2 mil unidades disponíveis para venda. Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (fevereiro de 2022 a janeiro de 2025).

O VGO (Valor Global da Oferta) totalizou R$ 41,9 bilhões no mês – valores deflacionados pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo de Construção), da FGV, referente a janeiro de 2025.

Segmentação

Em janeiro, imóveis de 2 dormitórios destacaram-se em todos os indicadores: 80% do total lançado (5.088 unidades), 75% das vendas (5.092 unidades), 65% da oferta (38.962 unidades), 38% do VGV (R$ 1.721,5 milhões), 38% do VGO (R$ 15,9 bilhões) e maior VSO (11,6%).

Imóveis na faixa de 30m² e 45m² de área útil lideraram com 73% dos lançamentos (4.645 unidades), 69% das vendas (4.643 unidades), 55% da oferta (33.388 unidades), 47% do VGV (R$ 1.337,0 milhões), maior VGO com 24% do VGO (R$ 10,1 bilhões) e maior VSO (12,2%).

Os imóveis com valores até R$ 264 mil participaram com 41% das vendas (2.764 unidades), 30% da oferta final (18.352 unidades) e maior VSO (13,1%). A faixa entre R$ 264 mil e R$ 350 mil liderou com 38% dos lançamentos (2.438 unidades). A faixa de preço entre R$ 350 mil e R$ 700 mil registrou o maior VGV, com participação de 23% (R$ 644,4 milhões). E os apartamentos com valores acima de R$ 2,1 milhões apresentaram o maior VGO, com 39% (R$ 16,4 bilhões) – valores deflacionados pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo de Construção), da FGV, referente a janeiro de 2025.

Econômicos e outros mercados

A partir de julho de 2023, foi atualizada a faixa de preços dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida, alterando o limite de R$ 264 mil para R$ 350 mil na cidade de São Paulo. Para segmentar os imóveis econômicos, o Secovi-SP elegeu as faixas de preço enquadradas nos parâmetros do programa Minha Casa, Minha Vida.

Em janeiro, 65% das unidades lançadas e 68% das unidades vendidas foram enquadradas como econômicas (MCMV), correspondendo, em termos absolutos, a 4.155 unidades lançadas e 4.588 unidades vendidas. A oferta disponível para a venda deste tipo de imóvel somou 32.141 unidades (53%), com VSO de 12,5%.

Os outros mercados registraram 2.221 unidades lançadas, 2.167 unidades vendidas, oferta final de 28.107 unidades e VSO de 7,2%.

Zonas da cidade

A Zona Sul participou com 30% (17.831 unidades) da oferta final, 30% do VGV (R$ 842,1 milhões) e 36% do VGO (R$ 15,1 bilhões). A Zona Leste liderou nas vendas, com 29% (1.929 unidades), a Zona Oeste registrou o maior volume de lançamentos (35% e 2.228 unidades) e a região central teve o maior VSO (13,9%).

Confira a íntegra da Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 07/03/2025
  • Fonte: Fever