Surto de sarampo se agrava na América do Norte e deixa 18 mortos em 2025

OPAS alerta para baixa cobertura vacinal e pede campanhas emergenciais de imunização nos países mais afetados

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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) confirmou que, até 8 de agosto de 2025, foram registrados mais de 10 mil casos de sarampo em dez países das Américas, resultando em 18 mortes. O número representa um crescimento 34 vezes maior em relação ao mesmo período do ano passado, acendendo um sinal de alerta em toda a região.

O México concentra a maior parte dos óbitos, com 14 vítimas, seguido pelos Estados Unidos, com três, e o Canadá, com um caso fatal. O surto é considerado o mais grave da última década e ameaça se expandir para outras áreas caso não haja resposta rápida das autoridades de saúde.

Falhas na vacinação ampliam vulnerabilidade

De acordo com a OPAS, a baixa adesão à vacinação tem sido o principal fator para o avanço da doença. Entre os casos confirmados, 71% ocorreram em pessoas não vacinadas e outros 18% têm status vacinal desconhecido. A cobertura da vacina tríplice viral (MMR) permanece abaixo da meta mínima de 95% necessária para impedir a circulação do vírus.

Atualmente, a taxa de primeira dose é de 89%, e a de segunda dose, 79%. Essa lacuna favorece a disseminação do sarampo em comunidades específicas. No México, por exemplo, a doença atingiu de forma desproporcional povos indígenas, que registraram uma taxa de mortalidade até 20 vezes maior que a da população geral. Nos Estados Unidos e no Canadá, surtos têm sido observados em regiões com menor adesão vacinal, como comunidades menonitas.

OPAS cobra resposta imediata e campanhas direcionadas

Frente ao cenário crítico, a OPAS orientou os países a reforçarem a imunização, priorizando campanhas emergenciais em áreas de risco, além de intensificar a vigilância epidemiológica e a capacidade de resposta rápida a novos focos.

Daniel Salas, chefe da unidade de imunização da OPAS, destacou que a solução está ao alcance das autoridades. “O sarampo é prevenível com duas doses de vacina, que são seguras e eficazes. Para conter os surtos, é essencial fortalecer a vacinação de rotina e realizar campanhas voltadas às comunidades vulneráveis”, afirmou.

A entidade também reforçou a importância de campanhas de conscientização junto à população, uma vez que a hesitação vacinal tem sido um dos maiores obstáculos no combate à doença.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 17/08/2025
  • Fonte: Teatro Sérgio Cardoso