São Paulo: base salva, mas titulares preocupam
Com a aposta em reservas, o treinador do São Paulo viu a categoria de base ser decisiva para o empate contra o Sport. O técnico agora lida com a preocupação de um titular lesionado para a Libertadores.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 17/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A estratégia de Hernán Crespo de escalar o São Paulo com reservas, pensando na Libertadores, quase custou caro. No empate por 2 a 2 contra o Sport, pelo Brasileirão, o time viu um de seus titulares sair de campo com dores, mas a aposta em jogadores da base acabou sendo decisiva.
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A Base entra em campo
O técnico argentino iniciou o jogo na Ilha do Retiro com a maioria do time composta por atletas formados em casa. Seis dos 11 titulares – Young, Maik, Patryck, Luan, Pablo Maia e Rodriguinho – eram de Cotia. Dos 23 relacionados para a partida, 13 foram “feitos em Cotia“.
Apesar de a base não ter começado bem, foi a categoria de base que buscou o empate. A reação do time pode ser colocada na conta de Lucas Moura e Henrique, outros dois atletas revelados em casa que brilharam na partida.
Destaques e preocupações para o São Paulo
Lucas Moura reencontrou as redes após mais de seis meses, marcando um gol de cabeça em um escanteio cobrado por Henrique. A última vez que o atacante tinha balançado as redes havia sido em 1º de fevereiro, no clássico contra o Santos. Apesar da boa atuação, o técnico Crespo foi cauteloso sobre a volta de Lucas à titularidade: “[Tem chance] Como todos. Estou muito feliz por ele porque fez gol depois de muito tempo, e muito contente pelos minutos em campo. Todos têm possibilidade de ser titular”, despistou.
Além do gol, Henrique infernizou a zaga do Sport e deu fôlego ao São Paulo na busca pelo resultado. O gol que garantiu o suado empate veio com Maik, outro jovem que quase foi dispensado, mas que tem se destacado. Ele encheu o pé, aos 46 minutos do segundo tempo, para fazer o gol.

A força da base em 2025 pode ser comprovada em números: dos 59 gols marcados na temporada, 15 foram de jogadores formados no clube. Crespo elogiou a atuação dos garotos em coletiva: “São meninos, moleques, que estão tendo as primeiras experiências. Estamos aqui para apoiá-los e ver essa reação psicológica de orgulho, de vestir a camisa e não perder, se recusar perder, continuar jogando bola, abrindo o espaço quando era difícil encontrar. Acho que foi muito positivo”.