Etíope vence 100ª São Silvestre e brasileiro conquista pódio no masculino

Etíope Muse Gizachew surpreende favorito na reta final e vence a centésima prova. Brasileiro Fábio Jesus garante o terceiro lugar no pódio.

Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

A São Silvestre, evento esportivo mais aguardado do calendário nacional, celebrou sua centésima realização nesta quarta-feira (31) com um desfecho cinematográfico. Nas ruas de São Paulo, a tradição encontrou a emoção pura, especialmente na disputa acirrada da categoria masculina que marcou o encerramento de 2025.

O asfalto da icônica Avenida Paulista testemunhou uma batalha tática que se estendeu até os últimos metros. Quando a vitória do queniano Jonathan Kamosong parecia certa, o etíope Muse Gizachew protagonizou um ataque fulminante. Ele cruzou a linha de chegada em 44min28s, frustrando o rival nos segundos finais desta edição histórica da São Silvestre.

Brasileiro brilha no pódio da São Silvestre

Paulo Pinto/Agência Brasil

O Brasil também teve motivos sólidos para celebrar. Fábio Jesus Correia garantiu a terceira colocação com o tempo de 45min06s. O atleta nacional mostrou evolução consistente, superando o quarto lugar obtido em 2024 e colocando o país entre os melhores da competição.

Jonathan Kamosong, que liderou boa parte do trajeto final, terminou em segundo com o mesmo tempo do brasileiro. O top 5 foi completado pelos quenianos William Kibor (4º) e Reuben Poguisho (5º).

A dinâmica da corrida e a reviravolta

A prova começou com ritmo agressivo imposto por Wilson Maina. O corredor repetiu a estratégia do ano anterior, largando forte, mas perdeu fôlego no quinto quilômetro. O pelotão de elite, composto por africanos e pelo brasileiro Fábio, assumiu o controle antes mesmo da metade do percurso da São Silvestre.

Perto do Theatro Municipal, Kamosong tomou a dianteira. Na temida subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, ele manteve a liderança com aparente conforto, enquanto Fábio Jesus lutava bravamente para segurar a terceira posição.

No entanto, a imprevisibilidade marcou o quilômetro final. Gizachew guardou energia para um sprint decisivo na reta da Paulista, ultrapassando o oponente sob os olhares da multidão e sagrando-se campeão do centenário.

Paulo Pinto/Agência Brasil

Confira o pódio da elite masculina:

  • 1º Lugar: Muse Gizachew (Etiópia) – 44min28s
  • 2º Lugar: Jonathan Kamosong (Quênia) – 45min06s
  • 3º Lugar: Fábio Jesus Correia (Brasil) – 45min06s
  • 4º Lugar: William Kibor (Quênia)
  • 5º Lugar: Reuben Poguisho (Quênia)

Uma festa para 55 mil pessoas

Cerca de 55 mil corredores tomaram as ruas da capital paulista. Além da elite A e B, a festa incluiu cadeirantes, Pessoas com Deficiência (PCDs) e o vibrante Pelotão Geral, reafirmando o caráter democrático e massivo da São Silvestre.

Em reconhecimento aos 100 anos de existência, a Câmara Municipal de São Paulo prestou tributo ao evento. A vereadora Renata Falzoni entregou a Salva de Prata à Fundação Cásper Líbero em sessão solene. A honraria coroa a relevância cultural de uma corrida que transcende o esporte. Assim, a São Silvestre fecha 2025 consolidando seu legado de um século.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 31/12/2025
  • Fonte: Fever