São Paulo não registra latrocínio em julho pela primeira vez em 26 anos
Capital paulista atinge marca inédita em 26 anos ao não registrar roubos seguidos de morte no mês de julho e vê assassinatos recuarem.
- Publicado: 01/09/2026 07:16
- Alterado: 01/09/2026 07:16
- Autor: Thiago Antunes
A cidade de São Paulo terminou o mês de julho sem registrar nenhum caso de latrocínio. A marca inédita em 26 anos ocorreu junto de uma queda de 25% nos homicídios dolosos, com 33 mortes intencionais contabilizadas contra as 44 ocorrências do ano anterior.
O balanço estatístico deste ano consolida a retração da criminalidade violenta. A capital registrou 16 latrocínios no acumulado do ano, número correspondente a oito a menos que os 24 casos registrados no mesmo período passado. Os assassinatos gerais configuram uma redução de 10,9%, caindo de 292 para 260 registros oficiais.
Como São Paulo reduziu os crimes violentos
“A redução desses crimes demonstra o resultado de um trabalho contínuo das forças de segurança. Atuamos de forma integrada na prevenção, no policiamento e na investigação”, afirmou o secretário da Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves.
O tempo de resposta policial nos primeiros momentos após o delito inibe a escalada criminal em São Paulo. Equipes do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) agem imediatamente na coleta de vestígios físicos e no cruzamento de dados de inteligência.
“Coletar todas as informações possíveis é fundamental para esclarecer o que aconteceu. Esse trabalho é essencial para identificar e responsabilizar os autores”, explicou a diretora do DHPP, delegada Ivalda Aleixo.
Investigação rápida e prisões
A metodologia investigativa adotada em São Paulo levou à captura recente de um motociclista acusado de assassinato. A análise de câmeras de monitoramento viabilizou a identificação imediata do veículo utilizado durante o crime.
Agentes de segurança chegaram ao suspeito cruzando a placa da moto com depoimentos recolhidos na cena do crime. O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) solicitou a prisão preventiva à Justiça, garantindo a responsabilização legal e ajudando a pressionar para baixo as estatísticas criminais em São Paulo.