SP registra queda de 60% em casos de feminicídio
O estado de São Paulo registrou queda de 60,9% nos casos de feminicídio em julho. Novas ações policiais reforçam a proteção às mulheres
- Publicado: 31/08/2026 22:29
- Alterado: 31/08/2026 22:30
- Autor: Gabriel de Jesus
O estado de São Paulo apresentou uma redução de 60,9% nas ocorrências de feminicídio em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A queda nos índices de criminalidade contra a mulher reflete o reforço das políticas de segurança pública e a ampliação de unidades especializadas para atendimento e prevenção à violência doméstica.
Estatísticas de Violência Contra a Mulher
A capital paulista acompanhou a tendência estadual, diminuindo os registros mensais de sete para três. Apesar do recuo expressivo em julho, o combate ao feminicídio segue como prioridade, já que os números do acumulado anual demonstram estabilidade no estado.
As estatísticas de feminicídio fornecidas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelam o seguinte cenário:
| Indicador | 2025 | 2026 | Variação |
| Julho (Estado) | 23 | 9 | -60,9% |
| Julho (Capital) | 7 | 3 | -57,1% |
| Jan-Jul (Estado) | 151 | 150 | -0,7% |
| Jan-Jul (Capital) | 38 | 27 | -28,9% |
A delegada e coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), Cristiane Braga, destaca que a queda nos indicadores de feminicídio representa vidas preservadas, mas exige vigilância contínua.
“A redução dos feminicídios é um resultado importante, mas não significa que podemos baixar a guarda. Cada ocorrência de violência contra a mulher precisa ser tratada com atenção e rapidez, porque muitas vezes existem sinais anteriores de uma violência que pode se agravar. O trabalho das Delegacias de Defesa da Mulher é fundamental para investigar, acolher e fortalecer a vítima”, afirma Braga.
Atuação policial e Prevenção
Para evitar que agressões domésticas culminem em feminicídio, a Polícia Militar tem intensificado flagrantes através de denúncias. Em 21 de julho, a corporação prendeu um homem de 42 anos na Zona Norte da capital por manter a companheira em cárcere privado. A vítima e seu filho de 4 anos foram resgatados após acionamento do Disque-Denúncia, sendo encaminhados à 4ª DDM.
A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Cavalli, ressalta a importância do acompanhamento contínuo para evitar o feminicídio.
“A criação da Patrulha SP Mulher Segura fortaleceu uma atuação que é essencial: estar perto da vítima também depois do primeiro acionamento. Esse trabalho permite que a Polícia Militar atue de forma preventiva e mais direcionada”, pontua a coronel.
Estruturas da Rede de Proteção
O Governo de São Paulo mantém diferentes frentes de atuação para garantir o acolhimento de vítimas em risco de feminicídio:
- Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs): 144 unidades territoriais no estado, sendo 20 com funcionamento 24 horas, além de Salas DDMs 24h em delegacias convencionais.
- Cabine Lilás: Serviço integrado ao 190, onde policiais femininas orientam vítimas sobre medidas protetivas e redes de acolhimento.
- Aplicativo SP Mulher Segura: Permite o registro online de boletins de ocorrência e acionamento instantâneo do botão do pânico.
- Patrulha SP Mulher Segura: Policiamento preventivo e ostensivo que acompanha desdobramentos de ocorrências de violência doméstica.