São Paulo lidera criação de vagas e impulsiona empregos
Estado responde por um terço das carteiras assinadas no país e atinge menor desemprego em 13 anos com reformas de eficiência fiscal e novos investimentos
- Publicado: 18/07/2026 16:44
- Alterado: 18/07/2026 16:44
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Agência SP
O estado de São Paulo consolidou sua liderança nacional no mercado de trabalho ao concentrar 30% dos trabalhadores com carteira assinada do país. Em 2025, o território paulista respondeu por 25% das vagas de empregos formais criadas no Brasil, registrando a menor taxa anual de desemprego em 13 anos, fixada em 5%. Os dados oficiais refletem o impacto de políticas públicas estruturais na economia.
Os resultados acompanham a implementação do programa “SP na Direção Certa“. O conjunto de medidas foi adotado pelo Governo de São Paulo para modernizar a administração pública, ampliar a eficiência dos gastos e atrair novos investimentos privados.
Crescimento econômico e liderança no Caged
De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do governo federal, São Paulo gerou mais de 300 mil vagas com carteira assinada em 2025. O setor de Serviços se destacou como o principal motor desses empregos, sendo responsável por quase 185 mil postos criados, o que representa 60% do total do estado.
O ritmo de crescimento se manteve acelerado no início deste ano. Nos cinco primeiros meses, o estado gerou mais de 215 mil oportunidades de trabalho formal. A média representa a abertura de quase 1,5 mil vagas por dia, equivalendo a 28% do desempenho de todo o território nacional.
Indicadores de desemprego e informalidade
A taxa de desemprego em São Paulo (5%) posicionou-se abaixo da média nacional, que encerrou o período em 5,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mercado paulista também apresentou índices de informalidade reduzidos: 29% da população ocupada, frente à média brasileira de 38,1%.
No quarto trimestre de 2025, o total de cidadãos com carteira assinada no setor privado paulista atingiu 11,593 milhões. O volume significa que o percentual de empregados formais chegou a 82% dos trabalhadores do setor privado no estado, enquanto o índice geral do Brasil fixou-se em 74%. O total de pessoas ocupadas somou 24,576 milhões, o maior número registrado na série histórica iniciada em 2012.
Plataformas públicas e suporte ao trabalhador
Para sustentar a busca por novos empregos, o Governo de São Paulo disponibiliza ferramentas de intermediação de mão de obra e capacitação profissional. O estado conta com mais de 200 unidades dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs), além da plataforma digital Trampolim.
O sistema digital e gratuito unifica a busca por empregos e cursos de qualificação. A ferramenta oferece recursos adicionais aos candidatos:
- Filtros personalizados por área de atuação e localização;
- Testes de habilidades e gerador automático de currículo profissional;
- Espaço exclusivo para o público 60+ com foco em recolocação e acesso a microcrédito.
Os PATs operam integrados ao Sistema Nacional de Emprego (SINE) para reduzir o tempo de espera na busca por empregos. As unidades físicas concentram serviços de habilitação ao seguro-desemprego. Para o atendimento, o cidadão deve apresentar RG, CPF e Carteira de Trabalho no posto mais próximo.
Eficiência de gestão com o SP na Direção Certa
A expansão dos postos de trabalho e a oferta de empregos estão atreladas às reformas administrativas do plano SP na Direção Certa. O programa atua na reestruturação de órgãos públicos, revisão de benefícios fiscais, alienação de ativos e racionalização de despesas.
A otimização fiscal e a renegociação da dívida com a União liberaram espaço orçamentário para investimentos em infraestrutura, saúde e mobilidade urbana. De acordo com a administração estadual, o equilíbrio das contas públicas consolida um ambiente de negócios seguro, atraindo empresas que expandem a oferta de empregos no mercado paulista.