São Bernardo: sobe para 42 suspeitas de intoxicação por metanol
São Bernardo do Campo registra 42 casos suspeitos de contaminação por metanol, com 5 mortes. Vigilância investiga a origem dos produtos contaminados.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 05/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Prefeitura de São Bernardo do Campo, através da Secretaria de Saúde, que a Vigilância Epidemiológica registrou até o momento 42 notificações relacionadas a suspeitas de contaminação por metanol. Dentre esses casos, um foi confirmado, resultando em cinco mortes e 37 pessoas atendidas nas redes hospitalares pública e privada da cidade. Dos casos notificados, 35 são moradores do município, incluindo três dos óbitos.
Entre as vítimas fatais, todas eram homens. O primeiro caso registrado foi o de um homem de 38 anos que faleceu no dia 18 de setembro em um hospital privado em Itu. O segundo óbito envolveu um homem de 58 anos que morreu no Hospital de Urgência em 24 de setembro. Um homem de 45 anos também faleceu no dia 28 de setembro após atendimento em uma instituição particular em São Paulo. Outras duas vítimas eram um homem de 49 anos que morreu em casa no dia 30 de setembro e outro homem, de 36 anos, que faleceu no dia 2 de outubro após ser atendido no Hospital de Urgência.
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A investigação das causas das contaminações prossegue. O Instituto Médico Legal (IML) está realizando exames para confirmar ou descartar a presença do metanol nos casos fatais.
A rede municipal de saúde se preparou para garantir atendimento rápido e eficaz aos novos casos que possam surgir. A Vigilância Epidemiológica mantém contato próximo com as famílias afetadas, visando identificar locais comuns onde os produtos contaminados possam ter sido adquiridos. Além disso, ações educativas estão sendo realizadas junto ao comércio local sobre a necessidade de atenção à origem dos produtos comercializados.
Quatro estabelecimentos comerciais e lotes suspeitos foram interditados cautelarmente nas regiões do Taboão, Paulicéia, Ferrazópolis e Parque dos Químicos. Essa ação é fruto da colaboração entre a Vigilância Sanitária Municipal e a Vigilância Sanitária Estadual (GVS-7). A Polícia Civil também está investigando o caso e apreendeu garrafas dos estabelecimentos envolvidos; a Delegacia Especializada em Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente (DICMA) lidera as investigações criminais relacionadas ao caso.