São Bernardo já começou as obras do Museu do Trabalho e dos Trabalhadores
Demolição do antigo Mercado Municipal, local em que será instalado o museu, já teve início. A previsão é que a obra termine em um ano
- Publicado: 12/06/2012 00:18
- Alterado: 12/06/2012 00:18
- Autor: Kallyny Portugal de Jesus
- Fonte: PMSBC
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As obras do Museu do Trabalho e dos Trabalhadores já começaram, com a demolição de parte do Mercado Municipal, no Centro de São Bernardo, local em que será instalado o museu. A área tem aproximadamente dez mil metros quadrados, sendo cinco mil de área construída. O prédio, que será entregue em aproximadamente um ano, terá dois blocos, sendo um para as funções administrativas e de apoio e outro para os espaços de exposição. No subsolo será instalado o auditório para palestras, seminários e workshops.
O museu se centrará na diversidade de experiências e vivências dos trabalhadores nos locais de trabalho e nos espaços de convivência, enfatizando a cultura, atividades de lazer, moradia e cotidiano, bem como seu papel no próprio processo de urbanização da cidade.
No espaço serão utilizadas tecnologias modernas para contar a luta dos trabalhadores do País, de 1875 até os dias atuais, assim como fotos, mapas, trechos de filmes, maquinários e ferramentas.
Também farão parte do acervo painéis interativos multimídia, réplicas de objetos históricos e ambientes temáticos recriados com uso de tecnologia, como telões e monitores. Na área externa, serão colocados artefatos da indústria, que estarão integrados ao projeto paisagístico.
O projeto, segundo o secretário de Cultura, Osvaldo de Oliveira Neto, é único no país e no mundo, pelas características do acervo e as configurações de interatividade que estão sendo propostas, inclusive no jardim. “Será um convite à visitação desse equipamento, que vem para enaltecer o que o trabalho fez de transformação na sociedade e no próprio entendimento da cultura”, disse.
A ordem de serviço para início da construção foi assinada em abril pelo prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, representando o governo federal, que financiará parte do recurso da obra. Participaram, também, presidentes de sindicatos, comissões de fábrica do ABC e empresários.