São Bernardo mobiliza alunos da rede estadual no combate à dengue

Estudantes usam aplicativo para identificar focos e reforçam ações de combate à dengue em bairros com maior incidência da doença

Crédito: Johnn Menezes/PMSBC

Adolescentes de escolas estaduais de São Bernardo estão unindo tecnologia e engajamento social no combate à dengue. Estudantes das unidades Fausto Cardoso de Mello, na Paulicéia, e Jacob Casseb, no Parque Esmeralda (região do Alvarenga), passaram por treinamento com equipes da Secretaria de Saúde para identificar e eliminar focos do mosquito Aedes aegypti.

A iniciativa utiliza o aplicativo CLIC, ferramenta de geolocalização que permite registrar focos e acompanhar sua eliminação. O projeto é um piloto desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Educação e a instituição The Human Project. São Bernardo é um dos quatro municípios participantes, ampliando estratégias no combate à dengue.

Jovens atuam em áreas estratégicas

Os alunos, com idades entre 14 e 15 anos, são de regiões com maior incidência da doença. Durante a última semana de março, o coordenador das equipes de combate às endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Ronaldo Novaes de Souza, ministrou palestras sobre o ciclo de vida do mosquito e orientou os estudantes sobre como identificar e eliminar criadouros.

Após o treinamento, os jovens colocaram o aprendizado em prática ao percorrer o entorno das escolas. A ação inclui ainda uma competição entre as unidades: vence quem registrar mais focos eliminados no aplicativo, incentivando o protagonismo estudantil no combate à dengue.

Tecnologia amplia fiscalização

Segundo o coordenador, o projeto fortalece a atuação do município ao aumentar a capacidade de monitoramento. As imagens enviadas pelos alunos são acompanhadas em tempo real pelas equipes de saúde.

“São novos aliados no combate ao mosquito. Na mesma proporção que o Aedes aegypti tenta se proliferar, a Secretaria de Saúde amplia seu contingente com o apoio dos estudantes”, destacou.

Estudantes como agentes de transformação

Para o estudante Hugo Ferraz, do 2º ano da EE Jacob Casseb, a experiência mudou a forma de enxergar o cotidiano. “Aprendemos que até pequenas quantidades de água podem virar criadouros. Agora podemos ajudar nossa comunidade”, afirmou.

A professora de Química, Rilza Barbosa, reforçou que a atividade incentiva autonomia e ação prática. Já a diretora Ellen da Fonseca destacou o impacto além da escola: os alunos compartilham o conhecimento com suas famílias, ampliando o alcance do combate à dengue.

O projeto segue até o final de abril e aposta no engajamento dos jovens como ferramenta essencial para reduzir focos do mosquito e fortalecer a conscientização coletiva.

  • Publicado: 04/04/2026 14:31
  • Alterado: 04/04/2026 14:32
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: PMSBC