Santos usa drone com larvicida para eliminar focos de dengue

A nova estratégia com drone permite alcançar locais inacessíveis e aplicar veneno com precisão cirúrgica contra o mosquito Aedes aegypti.

Crédito: Reprodução/Prefeitura de Santos

A cidade de Santos deu um salto tecnológico significativo no combate às arboviroses nesta semana. A administração municipal iniciou a operação de um novo drone capacitado para o lançamento direto de larvicidas em pontos estratégicos. Diferente dos modelos utilizados anteriormente, que serviam apenas para o mapeamento visual de possíveis criadouros, esta aeronave atua na linha de frente do extermínio do mosquito Aedes aegypti.

A iniciativa surge como uma resposta necessária ao desafio de acessar telhados de grandes galpões, calhas obstruídas e terrenos baldios murados, onde a entrada dos agentes de saúde é dificultada ou impossibilitada por barreiras físicas.

Como funciona a tecnologia do drone no combate às doenças

O equipamento utilizado é robusto, semelhante aos modelos empregados no agronegócio para a pulverização de lavouras. O drone carrega um reservatório acoplado que armazena o larvicida em formato granulado. Por meio de um sistema de dispersão controlado remotamente, o operador consegue liberar a quantidade exata de produto sobre o foco identificado.

A eficiência é o grande diferencial: enquanto uma equipe de solo levaria horas para vistoriar e tratar um quarteirão complexo, o drone consegue sobrevoar e tratar uma área de 10 mil metros quadrados em apenas 10 minutos. Essa agilidade permite que o poder público responda com rapidez aos mapas de calor que indicam maior incidência de casos de dengue, Zika e Chikungunya na Baixada Santista.

Eficiência 10 vezes maior em áreas de difícil acesso

De acordo com as autoridades de saúde, o uso do drone não substitui o trabalho braçal dos agentes de combate a endemias, mas atua como um braço de elite para situações críticas. Em muitos casos, os agentes identificavam o foco do alto de prédios vizinhos, mas não conseguiam chegar ao local para o tratamento. Agora, com a precisão do GPS e das câmeras de alta definição, o veneno é depositado diretamente na água parada.

Pontos fundamentais da nova operação:

  • Capacidade de carga: O dispositivo transporta até 10 kg de larvicida por voo.
  • Alcance: Cobertura completa de áreas industriais e zonas portuárias.
  • Segurança: Reduz a necessidade de agentes subirem em estruturas instáveis ou telhados condenados.

O futuro do monitoramento e o uso do drone na saúde pública

A implementação do drone em Santos coloca a cidade na vanguarda da saúde pública inteligente. O sistema é integrado a softwares de georreferenciamento que cruzam dados de notificações de doenças com as rotas de voo. Assim, o combate deixa de ser genérico e passa a ser focado nos locais de maior risco biológico.

Especialistas reforçam que o larvicida utilizado é seguro para o meio ambiente e focado exclusivamente na interrupção do ciclo de vida do mosquito. Com a capacidade de eliminar criadouros em larga escala e em curto espaço de tempo, a expectativa é que os índices de infestação predial apresentem uma queda acentuada nas próximas semanas. A tecnologia do drone prova que a inovação é a melhor aliada quando o inimigo é minúsculo, mas letal.

  • Publicado: 20/03/2026 00:53
  • Alterado: 20/03/2026 10:31
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Prefeitura de Santos