Mpox avança no Brasil, mas Baixada Santista segue sem novos casos

Região tem apenas dois registros de Mpox em 2026, enquanto cidades reforçam vigilância diante do cenário nacional

Crédito: Reprodução

Mesmo com o avanço da Mpox no Brasil, a Baixada Santista mantém um cenário controlado em 2026. Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 1º de janeiro e 9 de março, foram confirmados 140 casos da doença no país, além de nove prováveis e 539 suspeitos.

Na região, apenas Santos registrou casos neste ano. Segundo a Prefeitura, dois pacientes foram diagnosticados no início de janeiro, tiveram boa evolução e já estão curados, sem novos registros até o momento.

Nas demais cidades da Baixada, não há casos confirmados de Mpox. São Vicente, Cubatão, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Guarujá informaram que não registraram ocorrências da doença em 2026.

Baixada Santista não tem aumento de casos de Mpox, mas reforça cuidado

Em Praia Grande, a Secretaria de Saúde destacou que “o município está atento ao cenário estadual e reforçou o monitoramento epidemiológico”. As equipes de vigilância acompanham notificações, dão suporte às unidades de saúde e orientam sobre a importância da detecção precoce. Em caso de sintomas, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima.

Mesmo sem registros, cidades como Mongaguá afirmam que mantêm vigilância ativa, com capacitação contínua das equipes para identificação rápida de possíveis casos.

A Mpox é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados. O período de incubação varia de três a 21 dias, e o risco de transmissão é maior enquanto há lesões ativas.

“Dessa forma, os cuidados para evitar o contágio são baseados nestas formas de transmissão. Então, é evitar o contato com pessoas que estejam com sintomas da doença.

Inicialmente restrita ao continente africano, a doença tem apresentado disseminação para diversos países nos últimos anos, incluindo o Brasil. Até o momento, não há informações que indiquem maior vulnerabilidade na Baixada Santista. Estudos específicos sobre o risco associado a essa localidade ainda não foram realizados. Contudo, dado que o estado de São Paulo concentra a maior parte dos casos no país, é fundamental intensificar a vigilância e os cuidados em áreas com maior incidência, visando a prevenção da transmissão”, explica Claudia Murta, infectologista do Hospital Felicio Rocho

Quais são os principais sintomas de Mpox?

Quais são os principais sintomas da doença Mpox? – Reprodução

O principal sintoma são erupções na pele, que podem surgir em diferentes partes do corpo, como mãos, pés, tronco e região genital. 

Além das lesões, a doença pode causar febre, calafrios, ínguas, dor de cabeça e fraqueza. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, com uso de analgésicos, antitérmicos e, em casos mais graves, antivirais.

Para evitar a transmissão, a orientação é evitar contato com pessoas infectadas, higienizar as mãos com frequência e utilizar máscara e luvas ao cuidar de pacientes. Casos suspeitos devem permanecer em isolamento até a cicatrização das lesões, que pode levar de duas a quatro semanas.

“Na maioria dos casos, a infecção por M. Pox apresenta sintomas leves, como dor de cabeça, febre e lesões cutâneas caracterizadas por pequenas bolhas avermelhadas, também chamadas de vesículas. Pode ocorrer o desenvolvimento de linfonodos aumentados, que são uma resposta do sistema linfático à infecção. Alguns indivíduos podem experimentar dores musculares e, em alguns casos, perda de apetite. Contudo, a maioria dos pacientes apresenta um quadro clínico menos severo. Indivíduos idosos ou com comprometimento do sistema imunológico podem desenvolver quadros mais graves, com um maior número de lesões e maior acometimento do quadro geral. É importante ressaltar que existem dois clados, ou seja, duas variantes genéticas, da doença. O clado 1 está associado a casos mais graves, enquanto o clado 2, aos casos mais leves. No Brasil, a variante predominante é a causadora de quadros mais brandos, embora em idosos e pessoas com imunodeficiência, possa também ocasionar manifestações clínicas mais severas”.


“Quando existe suspeita da doença, o recomendado é a coleta de material da lesão para o diagnóstico específico, porque pode haver confusão com outros diagnósticos, como por exemplo catapora, herpes, Então é importante que se faça o diagnóstico correto. E a pessoa deve ficar isolada, ficar em casa, sem ir ao trabalho, sem ir à escola, até que as lesões sequem e fiquem com as crostas, com as casquinhas secas, que aí já não tem mais o risco de transmissão”.

Apesar do cenário tranquilo na Baixada Santista, o aumento de casos no país mantém autoridades em alerta, com foco na prevenção e na resposta rápida para evitar a disseminação da Mpox na região.

Infectologista explica qual é a recomendação da OMS

Ainda segundo Claudia Murta: “Organização Mundial da Saúde acompanha a ocorrência de casos de Mpox em diversos países, em razão do potencial de disseminação em larga escala. Embora a situação demande atenção, o Brasil não se encontra atualmente em estado de epidemia. No território nacional, as secretarias de saúde estaduais e municipais são responsáveis pelo monitoramento, diagnóstico e orientação dos indivíduos com suspeita ou confirmação da doença, com o objetivo de conter a transmissão e evitar o aumento expressivo do número de casos”

  • Publicado: 25/03/2026 17:41
  • Alterado: 25/03/2026 17:48
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: ABCdoABC