Samir Xaud, presidente da CBF, é alvo de operação da PF
Polícia Federal cumpre mandado na sede da CBF e mira presidente Samir Xaud em investigação de crimes eleitorais em Roraima.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 30/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (30). O foco da ação foi o presidente da entidade, Samir Xaud, que teve um mandado de busca e apreensão expedido no âmbito da Operação Caixa Preta, que investiga suspeitas de crimes eleitorais em Roraima.
Segundo informações da PF, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Roraima e no Rio de Janeiro, além do bloqueio de R$ 10 milhões em contas ligadas aos investigados. A principal investigada é a deputada federal Helena Lima (MDB-RR), de quem Xaud é suplente. A operação apura um esquema de compra de votos durante o período eleitoral.
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Mandado de busca na sede da CBF
De acordo com fontes ligadas ao presidente da CBF, os agentes federais permaneceram cerca de 30 minutos na sede da confederação, entre 6h24 e 6h52. Ainda segundo os relatos, nenhum material foi apreendido durante a ação.
Em nota oficial, a CBF declarou que o presidente Samir Xaud “não é o centro das apurações” e que a operação não possui relação com a entidade ou com o futebol brasileiro.
“A Confederação Brasileira de Futebol informa que recebeu agentes da Polícia Federal em sua sede entre 6h24 e 6h52 desta quarta-feira, num desdobramento de investigação determinada pela Justiça Eleitoral de Roraima. […] Nenhum equipamento ou material foi levado pelos agentes”, diz o comunicado.
A confederação também afirmou que ainda não recebeu informações oficiais sobre os motivos específicos da investigação e que o presidente permanece tranquilo e à disposição das autoridades.
Operação Caixa Preta: entenda o caso
A Operação Caixa Preta teve origem nas eleições municipais de 2024, quando o empresário Renildo Lima, marido da deputada Helena Lima, foi preso com R$ 500 mil em espécie, parte do valor escondido na cueca. O caso chamou atenção e deu início a uma investigação sobre uso de dinheiro ilícito em campanhas eleitorais.

Samir Xaud, que assumiu a presidência da CBF em 2025, passou a ser mencionado na investigação por sua ligação política com Helena Lima. Ainda não se sabe se ele será formalmente indiciado, mas o cumprimento do mandado de busca indica que a PF busca elucidar possíveis conexões entre os envolvidos.