Saldo de empregos no comércio paulistano é o menor em seis anos

Varejo da região encerra 2014 com saldo de apenas 8.470 contratações formais contra 58.747 registradas em 2008, aponta pesquisa da FecomercioSP

Saldo de empregos no comércio paulistano é o menor em seis anos

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O comércio varejista da região metropolitana de São Paulo (RMSP) encerrou 2014 com o menor saldo de contratações formais dos últimos seis anos. Foram apenas 8.470 contratações (diferença entre todas as admissões e todos os desligamentos) durante o ano todo contra 13.129 em 2013; 25.712 em 2012; 42.681 em 2011; 64.339 em 2010; 49.456 em 2009; e 58.747 em 2008.

Mesmo assim, a população ocupada cresceu 0,8% em 2014 no comparativo interanual e atingiu em dezembro a marca de 1.028.706 pessoas empregadas formalmente. Apesar disso, ao considerar apenas o saldo do mês, em dezembro de 2014 houve apenas 4.663 contratações formais.

A pesquisa é feita mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Segundo a assessoria econômica da Federação, o forte arrefecimento no saldo das contratações de mão de obra formal do comércio varejista de 2008 a 2014 acompanha a conjuntura econômica do País, que tem crescido menos a cada ano.

Na análise de 2014, a população ocupada se manteve estável durante todo o ano, com crescimento médio mensal em torno de 0,9%. Essa estabilidade, de acordo com a Entidade, demonstra que os empresários preferiram manter o seu quadro de empregados com pequenos ajustes. O tímido crescimento pode ser atribuído a fatores como a perda de confiança por parte dos agentes econômicos (tanto consumidores como empresários) no cálculo dos últimos 12 meses, além da persistente pressão nos preços e da estagnação da economia.

Na análise por atividade, dos dez segmentos pesquisados, os que apresentaram maior redução no quadro de funcionários em 2014 foram lojas de vestuário, tecidos e calçados (-2.901), concessionárias de veículos (-2.419), materiais de construção (-1.241), lojas de autopeças e acessórios (-958) e lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos (-613), acompanhando a queda geral nas vendas desses setores no ano. Por outro lado, as atividades que mais ampliaram seu quadro de funcionários foram os supermercados (incremento de 10.524) e as farmácias e perfumarias (2.676), também seguindo o movimento das vendas em 2014.

ADMITIDOS, DESLIGADOS E ROTATIVIDADE
Quando considerados apenas o número de funcionários admitidos no comércio varejista, foram 569.394 em 2014 ante 561.590 contratados no ano anterior. Com isso, houve incrementos de 1,4% na contratação formal anual e de 12,5% no resultado interanual (dezembro de 2014 em relação a dezembro de 2013). Já o número de funcionários desligados em 2014 foi de 560.924 ante 548.461 em 2013. No comparativo anual, o acréscimo foi de 2,3%. Com esse comportamento, a taxa de rotatividade média da mão de obra no varejo ficou em 4,6%.

Para 2015, com o novo mandato presidencial, espera-se um ajuste nas contas públicas mediante cortes de gastos, elevação de juros e aumentos de impostos. Diante desse quadro, a FecomercioSP prevê um cenário ainda mais recessivo com crescimento econômico baixo e inflação em torno de 7%, contribuindo para o arrefecimento das atividades econômicas e, consequentemente, para uma menor geração de emprego.

NOTA METODOLÓGICA
A pesquisa analisa o nível de emprego do comércio varejista na Região Metropolitana de São Paulo, em dez ramos de atividade, por meio de dados primários do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged). A FecomercioSP acompanha e analisa essas informações desde janeiro de 2008.

  • Publicado: 05/02/2015 10:40
  • Alterado: 05/02/2015 10:40
  • Autor: Redação
  • Fonte: FecomercioSP