Riso reduz em quase 32% o hormônio do estresse, diz estudo
Pesquisa publicada na PLOS ONE associa o riso à queda do cortisol e fortalece ações de humanização hospitalar como o Rumo ao Riso
- Publicado: 29/07/2026 15:54
- Alterado: 29/07/2026 15:54
- Autor: Daniela Ferreira
Uma revisão sistemática com metanálise publicada na prestigiada revista científica PLOS ONE revelou dados expressivos sobre os efeitos biológicos do riso no organismo humano. Segundo o levantamento, intervenções baseadas no riso são capazes de reduzir, em média, 31,9% dos níveis de cortisol, substância conhecida como o “hormônio do estresse”.
O estudo compilou e analisou os resultados de oito pesquisas científicas independentes, somando um universo de 315 participantes. As medições registraram uma queda significativa na concentração de cortisol no organismo mesmo após a realização de uma única sessão de risoterapia, com durações que variaram entre 9 e 60 minutos.
Metanálise e Mecanismos Biológicos

Por utilizar a metodologia de revisão sistemática com metanálise, a pesquisa oferece um nível elevado de evidência científica ao reunir e comparar dados de múltiplos experimentos sobre o mesmo tema.
Além de rebaixar os picos de cortisol circulante, a prática de rir estimula a liberação de endorfinas (neurotransmissores associados ao alívio da dor e ao relaxamento), melhora o humor, fortalece laços afetivos e eleva a sensação geral de bem-estar.
Os autores do artigo ressaltam, contudo, que o riso não substitui diagnósticos ou tratamentos médicos convencionais, mas consolida-se como uma estratégia terapêutica complementar de grande valor assistencial.
Humanização Hospitalar e o Projeto Rumo ao Riso

As conclusões da publicação em PLOS ONE reforçam a importância de iniciativas voltadas à humanização nos ambientes de saúde, como o Projeto Rumo ao Riso. Idealizada pela atriz e risoterapeuta Gabi Roncatti e patrocinada pela Blau Farmacêutica, a iniciativa percorre hospitais brasileiros levando risoterapia, música, escuta ativa, humor e acolhimento para leitos e enfermarias.
Durante as intervenções, artistas caracterizados transformam a rotina de quartos e corredores hospitalares, aliviando a tensão de pacientes internados, acompanhantes e profissionais das equipes multiprofissionais de saúde.
Para Gabi Roncatti, o respaldo da literatura científica confirma a transformação empírica observada no cotidiano dos atendimentos:
“O riso não substitui nenhum tratamento, mas os números mostram que ele pode contribuir de maneira importante para reduzir o estresse. Quando um paciente sorri, quando um acompanhante se emociona ou quando um profissional consegue respirar e aliviar a tensão por alguns minutos, percebemos que a humanização também faz parte do cuidado”, avalia a idealizadora.
Apoio a Pacientes e Equipes de Saúde
Além dos pacientes em tratamento, as sessões de risoterapia alcançam familiares e profissionais da área médica que lidam diariamente com altas cargas de ansiedade, medo, dor e esgotamento emocional (burnout).
Ao atuar diretamente no manejo das emoções e na promoção de conexões humanas nos momentos de vulnerabilidade, o projeto demonstra como pequenos gestos de acolhimento podem transformar a percepção da experiência hospitalar e suavizar o enfrentamento das rotinas clínicas.