Rio Open prioriza segurança e ativa canal contra assédio
Maior torneio da América do Sul reforça combate à discriminação com equipe especializada e atendimento sigiloso no Jockey Club.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 28/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Rio Open chega à sua 12ª edição focado não apenas no esporte de alto rendimento, mas na integridade física e moral de todos os presentes. Enquanto estrelas como Lorenzo Musetti, João Fonseca e Gael Monfils se preparam para brilhar nas quadras, a organização do evento consolida seu compromisso ético ao disponibilizar um canal de Ouvidoria exclusivo. Esta ferramenta visa garantir um ambiente seguro tanto para o público quanto para os profissionais que atuam no torneio.
A iniciativa, introduzida originalmente em 2023, retorna com força total para oferecer um espaço de denúncia e acolhimento. O objetivo central é combater ativamente situações de risco, incluindo:
- Agressões físicas ou morais;
- Assédio sexual ou moral;
- Ameaças;
- Qualquer tipo de discriminação.
Ao manter essa estrutura, o Rio Open reafirma sua responsabilidade social, assegurando que o entretenimento e o trabalho ocorram sob a premissa do respeito mútuo e da diversidade.
Estrutura de acolhimento no Rio Open

Para garantir a eficácia do atendimento, o complexo do Jockey Club contará com um espaço físico dedicado. O local dispõe de salas privativas desenhadas para assegurar o sigilo absoluto e preservar a intimidade dos denunciantes. Além do atendimento presencial, o público poderá acionar a equipe via WhatsApp, cujo número terá ampla divulgação nas áreas de circulação do evento.
A gestão desse suporte é realizada por uma equipe multidisciplinar de alta qualificação, composta por assistentes sociais, psicólogos e advogados. A coordenação está a cargo de Valéria Bastos, doutora em Serviço Social e diretora do departamento correspondente na PUC-Rio.
“O canal funciona como um espaço de escuta e acolhimento para o público e para as pessoas que trabalham no Rio Open. A proposta é que todos tenham acesso a um serviço seguro para relatar situações de agressão, discriminação ou assédio, seja ele sexual ou moral.” — Valéria Bastos, coordenadora da Ouvidoria.
A confidencialidade é o pilar deste serviço. O processo foi desenhado para evitar constrangimentos e garantir a não retaliação, estimulando o registro de manifestações sigilosas que permitam a fundamentação adequada de cada caso.
Segundo Marcia Casz, diretora-geral do torneio, a manutenção deste canal é parte do aprimoramento contínuo do relacionamento com os frequentadores do complexo. Acreditamos que iniciativas como essa ajudam a inibir atitudes de desrespeito. Dessa forma, o Rio Open se consolida como uma referência não apenas esportiva, mas como um modelo de gestão de eventos segura e humanizada na América do Sul.