Reformas de escolas estaduais em SP batem recorde da década

Com R$ 2,9 bilhões investidos em três anos, gestão atual supera soma de dois governos anteriores e moderniza 3,2 mil unidades só neste ano.

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O Governo de São Paulo consolidou um marco histórico na infraestrutura educacional ao priorizar a modernização do ambiente de ensino. As reformas de escolas estaduais alcançaram o maior volume de entregas dos últimos dez anos, totalizando um aporte de R$ 1,1 bilhão apenas entre janeiro e novembro deste ano.

Esse movimento estratégico resultou na conclusão de 3.241 obras em 2025. Quando analisamos o acumulado de 35 meses de gestão, os números são ainda mais expressivos. O investimento total chega a R$ 2,9 bilhões, superando em 19,5% a soma de tudo o que foi aplicado nas duas administrações anteriores (períodos de 2015 a 2018 e 2019 a 2023).

Impacto das reformas de escolas estaduais na economia

A execução dessas melhorias vai além da sala de aula e movimenta diretamente a economia paulista. As reformas de escolas estaduais contratadas desde 2023 geraram 35,5 mil empregos, aquecendo o mercado de trabalho na construção civil.

Ao todo, 6.342 intervenções foram realizadas nesta gestão, contra 5.758 registradas entre 2015 e 2022. O alcance geográfico dessas obras é vasto, beneficiando unidades de ensino em 557 municípios.

Os serviços abrangem necessidades críticas para o funcionamento escolar:

  • Construção de novos prédios;
  • Revitalização de quadras esportivas;
  • Modernização de cozinhas e refeitórios;
  • Reparos em telhados e fachadas;
  • Adequações de acessibilidade e sistemas de climatização.

A supervisão técnica cabe à Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). Segundo Fabricio Moura Moreira, presidente do órgão, o sucesso das reformas de escolas estaduais deve-se à integração com a Secretaria da Educação (Seduc-SP).

“Todo esse trabalho é realizado para que a performance educacional dos nossos estudantes seja cada vez melhor”, destaca Moreira.

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Vivência escolar transformada pela infraestrutura

O investimento financeiro reflete-se diretamente no cotidiano dos alunos. Um exemplo prático é a Escola Estadual Cidade Júlia II, que recebeu R$ 18,1 milhões em investimentos. A unidade, inaugurada no início do ano letivo, transformou a perspectiva de estudantes como Richard Rogger Joaquim Correa, da 1ª série do Ensino Médio.

Para ele, a oportunidade de recomeçar em uma estrutura nova foi decisiva. “É um espaço enorme, muito amplo. O primeiro ano dessa escola foi uma experiência incrível”, afirma o estudante, citando a criação de arte nos muros como um dos projetos viabilizados pelo novo espaço.

A aluna Letícia Ferreira Cruz, do 9º ano, reforça a importância das áreas de convivência. “Conseguimos fazer até um clube de horta. A gente fica mais apegado com o estudo, passa o dia todo aqui e consegue ter muito aprendizado”, relata.

Benefícios para a comunidade vizinha

A construção de novas unidades também gera efeitos positivos nas escolas adjacentes. A Escola Estadual Padre Tiago Alberione, vizinha à Cidade Júlia II, ganhou uma quadra coberta exclusiva após a inauguração do novo prédio.

Sônia Maria Pacheco de Abreu, aluna do 9º ano, explica como a estrutura adequada muda a motivação para as aulas de educação física e eventos comunitários. “Dá até uma motivação. A aula já é boa, com quadra fica melhor ainda”, pontua.

Expansão no ensino infantil

O ciclo de investimentos não se restringiu ao Ensino Fundamental e Médio. O Programa Creche Escola entregou 68 unidades no mesmo período, com um orçamento de R$ 170,6 milhões.

Esses recursos foram destinados a obras e mobiliário, assegurando a abertura de 8.900 vagas para crianças de zero a cinco anos. A iniciativa amplia o acesso à educação básica e oferece segurança às famílias paulistas.

Em suma, a estratégia adotada pelo governo demonstra que a qualidade do ensino passa, obrigatoriamente, pela qualidade do espaço físico. A continuidade das reformas de escolas estaduais garante que a rede pública de São Paulo permaneça como referência em infraestrutura e capacidade de atendimento.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 05/01/2026
  • Fonte: Michel Teló