2025 foi marcado por recordes térmicos no Brasil

Como 2025 desafiou as médias históricas de temperatura no Brasil

Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ano de 2025 consolidou-se como um marco na história meteorológica brasileira. De acordo com o balanço anual da Climatempo, o país enfrentou um ciclo agressivo de fenômenos severos, que variaram de massas de ar polar persistentes a recordes históricos de calor e ventanias destrutivas. Para especialistas, o cenário reforça que a inteligência climática não é mais um acessório, mas uma variável estratégica vital para o planejamento de governos e empresas em 2026.

Retrospectiva 2025 revela um ano de extremos climáticos no Brasil

O contraste das temperaturas: De 11°C a 37°C em São Paulo

O ano foi marcado por uma “montanha-russa” térmica, especialmente na capital paulista. Em 20 de outubro, os termômetros despencaram para 11,2°C, o dia mais frio para o mês em 11 anos. Apenas dois meses depois, em 28 de dezembro, a cidade viveu o extremo oposto: 37,2°C, o maior registro para o mês em toda a série histórica consolidada.

No Sul, o frio não foi apenas intenso, mas persistente. O Rio Grande do Sul manteve médias abaixo do normal por meses consecutivos, especialmente em agosto.

Ventos históricos e fenômenos destrutivos

A recorrência de ventanias foi um dos traços mais alarmantes de 2025. Em dezembro, um ciclone extratropical gerou rajadas de 96,3 km/h no Aeroporto de Congonhas, a marca mais forte em ambiente seco registrada desde 1963. No litoral, Santos superou a barreira dos 100 km/h ainda em setembro.

A gravidade dos eventos atingiu o ápice em 7 de novembro, com a confirmação de um tornado F4 em Rio Bonito do Iguaçu (PR), fenômeno de altíssimo poder destrutivo associado a supercélulas de tempestade.

Desequilíbrio hídrico e chuvas fora do padrão

O regime de chuvas também desafiou as previsões tradicionais:

  • Sul: Junho registrou acumulados superiores a 400 mm em cidades gaúchas, causando inundações severas.
  • Nordeste: A Bahia enfrentou volumes atípicos entre outubro e novembro, meses que historicamente não são os mais chuvosos na região.
  • Norte: Na Amazônia, a persistência das chuvas reduziu o período de estiagem conhecido como “verão amazônico”.

Linha do tempo: Os marcos de 2025

  • Maio/Junho: Início do ciclo polar e inundações históricas no RS.
  • Julho/Setembro: Ventanias severas em SP e Santos (>100 km/h).
  • 20 de Outubro: Frio recorde de 11,2°C na capital paulista.
  • 07 de Novembro: Tornado F4 atinge o Paraná.
  • 23 de Novembro: Granizo severo no RS e interior de SP.
  • Dezembro: Recorde de vento em Congonhas e calor histórico de 37,2°C em SP.
  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 07/01/2026
  • Fonte: Fever