Reajuste salarial aos servidores avança na Câmara de São Bernardo
A gestão Marcelo Lima consolida a reposição da inflação e garante ganho real aos servidores municipais com novo auxílio-alimentação.
- Publicado: 02/04/2026 08:39
- Alterado: 02/04/2026 09:53
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: PMSBC
O reajuste salarial de 4,36% passou em votação relâmpago sob forte indignação do funcionalismo de São Bernardo. O governo atropelou a recusa prévia da categoria e tratorou a aprovação do projeto em regime de urgência nesta quarta-feira (01/04).
Votação do reajuste salarial expõe fratura com sindicato
Os parlamentares governistas dominaram a tribuna para defender a proposta do prefeito Marcelo Lima. A justificativa oficial repousa na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A administração alega operar perigosamente perto do limite máximo de 54% de gastos permitidos com a folha de pagamento.
A base sindical contestou os números oficiais durante manifestações recentes e exigia a suspensão do rito legislativo por absoluta falta de diálogo. O líder do governo, Julinho Fuzari, cortou o debate precocemente após o discurso de apenas cinco oradores.
O placar de 21 votos favoráveis contra quatro da bancada do PT selou a vitória do Executivo. A divisão do índice obriga o pagamento de 2% retroativo a março e joga o saldo de 2,36% apenas para outubro. A Câmara avalizou na mesma sessão o novo auxílio-alimentação de R$ 32, proposta que os petistas se recusaram a votar.
Sindicato denuncia manobras antidemocráticas
A máquina política sufocou a voz da oposição. O presidente do Sindserv SBC, Dinailton Cerqueira, acusou o Legislativo de bloquear intencionalmente o uso da tribuna no início dos trabalhos. Pessoas alinhadas ao governo ocuparam os parcos três espaços destinados à participação popular, blindando a sessão contra as críticas.
A imposição de um aumento rejeitado em assembleia esmaga o pacto de confiança com a gestão municipal.
“No ano passado a categoria já tinha aceitado uma proposta que foi prejudicial aos servidores, dando esse voto de confiança no prefeito e nesse ano se desconstruiu com essa atitude dele”, disparou Cerqueira.
O clima tenso desenha um calendário de alta tensão para os próximos dias:
- 8 de abril: Ato de protesto convocado para a frente da Câmara Municipal.
- 10 de abril: Nova manifestação de rua para deliberar os passos da categoria.
- Assembleia Permanente: Reuniões setoriais debatem o cruzamento dos braços e o início de uma greve.
A imposição forçada do reajuste salarial transformou a relação institucional com os servidores em uma perigosa bomba-relógio para os cofres e para a governabilidade da prefeitura.