Reajuste para a AGU elevaria gasto do governo em R$ 2 bi ao ano, diz Rosso

Segundo Rogério Rosso, líder do PSD na Câmara, o ministro Barbosa estima uma elevação de R$ 2 bi ao ano nos gastos dos cofres federais e de pelo menos R$ 15 bi dos Estados e municípios

Crédito: Agência Brasil

O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que eleva salários na Advocacia-Geral da União e outros órgãos pode ser votado em primeiro turno nesta quarta-feira no plenário.

Na terça-feira, 3, os deputados rejeitaram um requerimento do governo para adiar a votação para o fim do mês. A proposta eleva os salários das carreiras da Advocacia-Geral da União (AGU) e das procuradorias dos Estados e municípios, além de delegados da Polícia Federal e da Polícia Civil. O texto propõe vinculação do subsídio aos salários recebidos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O nível mais alto desses cargos poderia equivaler a 90,25% do subsídio mensal dos ministros.

De acordo com Rosso, a tentativa fracassada de adiar a votação foi um erro do governo. “O governo demorou a atuar e se continuar assim, vai perder todas”, afirmou. Para o parlamentar, o governo precisa melhorar o acompanhamento legislativo, ao invés de apenas reagir quando é surpreendido.

Em reunião de líderes de partidos com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado propôs que a PEC seja votada com a separação de duas emendas aglutinativas. A primeira trataria dos reajustes para a AGU e delegados federais. A segunda agruparia os procuradores estaduais e municipais, além de delegados da polícia civil. Segundo Rosso, a proposta foi bem recebida pelos líderes.

  • Publicado: 06/11/2025
  • Alterado: 06/11/2025
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: Live Nation