Reação do Itamaraty às declarações dos EUA sobre tarifas

Representação dos EUA no Brasil defendeu que imposição de tarifa ocorre em resposta aos ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio dos EUA

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

No dia 15 de agosto, o Itamaraty expressou sua firme reprovação às recentes declarações do Departamento de Estado e da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que comentaram a imposição de tarifas pelo presidente Donald Trump. Segundo a representação brasileira, essas manifestações constituem uma intromissão indevida em assuntos internos e da competência do Judiciário brasileiro.

A nota oficial do Ministério das Relações Exteriores ressaltou que o governo brasileiro condena essas intervenções, afirmando que “tal postura não reflete os 200 anos de respeito e amizade entre Brasil e Estados Unidos”. A diplomacia brasileira reafirmou seu compromisso com o diálogo, enfatizando que desde março vem discutindo com autoridades norte-americanas questões tarifárias que são de interesse mútuo.

O comunicado sublinhou que “a politicização equivocada deste tema não é responsabilidade do Brasil, um país democrático cuja soberania nunca estará à mercê de negociações”.

Em uma postagem nas redes sociais, a Embaixada dos Estados Unidos anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, justificando que essa medida seria uma resposta aos ataques direcionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto considerou tais ataques como vergonhosos e contrários às tradições democráticas brasileiras.

A posição da Embaixada ecoou as palavras de Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, que definiu as tarifas como consequência das ações da Suprema Corte brasileira e do governo Lula contra Jair Bolsonaro, além de questionar a liberdade de expressão e o comércio dos Estados Unidos.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 15/07/2025
  • Fonte: Teatro Liberdade