Ranking coloca São Paulo como 8ª cidade mais estressante do mundo
Pesquisa avaliou 170 centros urbanos e aponta a capital paulista entre as dez piores do mundo.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 14/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Um novo levantamento internacional trouxe dados preocupantes sobre a qualidade de vida nas grandes metrópoles brasileiras. Segundo estudo da Remitly, empresa norte-americana de serviços financeiros, São Paulo ocupa a 8ª posição entre as cidades mais estressantes do planeta. A análise abrangente considerou dados de 170 centros urbanos globais.
O estudo aponta que a liderança negativa cabe a Nova York, nos Estados Unidos, que atingiu a pontuação de 7,56. Dublin (Irlanda) e Cidade do México completam o pódio. O cenário para São Paulo é de alerta, com uma pontuação de 7,14, colocando-a à frente de cidades como Turim e Calcutá.
O ranking das cidades mais estressantes
A pesquisa utilizou uma escala de 0 a 10, onde notas mais altas indicam maior nível de estresse. Abaixo, as dez primeiras colocadas:
- Nova York (EUA): 7,56
- Dublin (Irlanda): 7,55
- Cidade do México (México): 7,38
- Manila (Filipinas): 7,34
- Londres (Reino Unido): 7,25
- Milão (Itália): 7,25
- Atenas (Grécia): 7,23
- São Paulo (Brasil): 7,14
- Turim (Itália): 6,90
- Kolkata (Índia): 6,89
Metodologia e fatores de análise
Realizada em outubro deste ano, a pesquisa consolidou informações de fontes renomadas, como a TomTom e instituições acadêmicas. Para definir a posição de São Paulo e das demais cidades, foram cruzados cinco indicadores principais:
- Tempo médio de deslocamento: Duração para percorrer 10 km.
- Custo de vida: Preços de itens essenciais (excluindo aluguel).
- Índice de saúde: Acesso e qualidade dos serviços médicos.
- Índice de criminalidade: Percepção de segurança local.
- Poluição do ar: Medição anual em microgramas por metro cúbico.
Diferenças regionais nas causas do estresse
O estudo revelou uma distinção clara nas origens do estresse dependendo da geografia. Enquanto na Europa e América do Norte o custo de vida elevado é o principal vilão, na América Latina a realidade é diferente. Em metrópoles como a Cidade do México e São Paulo, as questões ligadas à segurança pública são os fatores predominantes para o mal-estar da população.
A empresa responsável enfatizou a subjetividade do tema, mas ressaltou a importância dos dados.
“Este estudo oferece uma perspectiva sobre como diversos fatores financeiros, ambientais e de saúde podem impactar o bem-estar das pessoas em diferentes partes do mundo”, afirmou a Remitly.
Os extremos do ranking
Enquanto os moradores de São Paulo enfrentam altos índices de estresse, a cidade de Eindhoven, na Holanda, foi eleita a menos estressante do mundo, com uma pontuação de apenas 2,34, seguida por Utrecht e Canberra.
A análise detalhada dos indicadores também mostrou extremos globais específicos:
- Trânsito: Calcutá tem o pior tempo (34min33s para 10km), contra a eficiência de San Antonio (10min13s).
- Custo: Basileia (Suíça) é a mais cara, enquanto Jaipur (Índia) é a mais acessível.
- Saúde: Taipei tem a melhor avaliação; Cairo, a pior.
- Segurança: Abu Dhabi destaca-se positivamente, oposto a Pretória.