Qualificação profissional Braskem inicia turma em parceria com Senai
Programa da Braskem com o Senai Mauá aposta na formação técnica e empregabilidade na indústria química e petroquímica
- Publicado: 06/04/2026 20:52
- Alterado: 06/04/2026 20:53
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: ABCdoABC
O início das aulas de uma nova turma do programa de qualificação profissional promovido pela Braskem, em parceria com o Senai Mauá, marca mais uma etapa de formação técnica voltada à indústria química e petroquímica no ABC Paulista. A iniciativa reúne alunos da região em um curso presencial com duração de um ano, com foco na capacitação para atuação em processos industriais e ampliação das oportunidades de emprego.
Durante a abertura, representantes da empresa e do Senai destacaram o papel do projeto no desenvolvimento socioeconômico local e na preparação de profissionais para o setor industrial. O curso ofertado nesta edição é voltado à formação de operadores de processos industriais químicos e petroquímicos, com carga horária de 570 horas.
Formação técnica e foco na empregabilidade
O programa integra uma estratégia mais ampla da Braskem voltada à qualificação profissional em diferentes regiões do país. Segundo informações apresentadas no evento, a iniciativa busca atender moradores do entorno do polo industrial, contribuindo para a geração de emprego e renda.
“O nosso foco principal é, justamente, gerar mais emprego na região para a galera que mora ali próximo da gente, próximo do polo”, explicou Gabriel Henrique, analista de relações institucionais da Braskem
A proposta, conforme destacado, não se limita à oferta de cursos gratuitos ou compartilhados, mas está inserida em uma lógica de desenvolvimento econômico regional.
“É realmente uma estratégia de desenvolvimento socioeconômico. Quando a gente estimula para que a nossa comunidade […] cresçam, se empreguem, gerem mais emprego, estimulam o empreendedorismo, é uma cadeia geral produtiva que uma puxa a outra”, informou Gabriel.
A ação é nacional e está presente em diferentes estados, como Bahia, Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além de São Paulo.
Histórico do programa e números recentes

Dados apresentados durante a abertura mostram que, apenas em 2025, mais de 230 alunos participaram das formações oferecidas, distribuídos em 10 cursos e 14 turmas, com apoio de 12 empresas parceiras.
No recorte regional do ABC, o programa já contabiliza mais de 180 pessoas formadas, além de mais de 1.100 inscritos ao longo das edições.
Entre os cursos já ofertados estão formações como caldeiraria, logística, auxiliar administrativo, operador de empilhadeira e preparador de laboratório químico, evidenciando a diversidade de áreas atendidas.
Parcerias com empresas e inserção no mercado
Um dos diferenciais do programa é a articulação com empresas instaladas no polo petroquímico, o que permite alinhar a formação às demandas reais do mercado de trabalho.
“A gente busca fazer parcerias com empresas terceiras […] a gente forma essa galera, a gente já faz um processo seletivo com que vocês participaram antes, e depois que eles terminarem […] vocês podem ter a opção de contratar”, disse Gabriel.
A iniciativa considera a dinâmica do polo industrial, onde diversas empresas atuam de forma integrada, ampliando as possibilidades de contratação dos alunos após a formação.
Estrutura do curso e conteúdos abordados

A nova turma iniciou um curso com duração de um ano, em formato presencial no Senai Mauá, com aulas no período noturno. A formação contempla disciplinas técnicas e conteúdos voltados à operação industrial.
Entre os principais temas abordados estão química industrial, operações e processos industriais, instrumentação e controle de processos, saúde e segurança e gestão ambiental.
“Estamos falando de um curso de operador de processos industriais químicos e petroquímicos, com início hoje, com duração de um ano, sendo 570 horas, ou seja, um curso robusto”, explicou Gabriel durante a apresentação.
Além do conteúdo técnico, os organizadores destacaram a importância da frequência mínima de 75% para obtenção da certificação.
Integração entre teoria e prática
Outro ponto enfatizado durante a abertura foi a proposta de aproximar o conteúdo teórico da realidade industrial, com participação de profissionais da Braskem nas atividades formativas.
“A gente entendeu que era importante dar esse ângulo […] conectar tudo o que vocês vão ver aqui na teoria com a prática no dia a dia”, Explicou Emílio Rossi Neto, P&O da Braskem.
A formação inclui também a possibilidade de visitas às plantas industriais, permitindo aos alunos conhecerem o ambiente de trabalho e a atuação dos operadores.
Porta de entrada para o mercado industrial
Representantes da empresa destacaram que o curso pode funcionar como uma das principais portas de entrada para a carreira na área de operação industrial.
“90% das vagas da operação que a gente preenche hoje são pessoas que fizeram o curso […] é a nossa principal porta de entrada”, falou Maria Odila, gerente de pessoas e organização da Braskem.
A possibilidade de estágio também foi mencionada, embora ainda esteja em fase de definição para a turma atual.
“A gente tem uma intenção que tenha um acordo de estágio […] faz parte natural do processo de renovação da equipe”, disse Maria Odila
Participação e diversidade na turma
A composição da turma também foi destacada durante o evento, com presença de homens e mulheres e foco em moradores do entorno do polo industrial.
A participação feminina foi ressaltada como um avanço em uma área historicamente dominada por homens, com incentivo à diversidade no setor industrial.
Rede de apoio e acompanhamento dos alunos
Ao longo do curso, os alunos contarão com acompanhamento de equipes da Braskem e do Senai, além de canais diretos de comunicação para suporte durante a formação.
“A gente está aqui para fazer que seja o mais proveitoso e mais bem sucedido possível”, falou Thais Rodrigues, coordenadora de relações institucionais da Braskem.
Os organizadores reforçaram que o programa busca não apenas capacitar tecnicamente, mas também apoiar os participantes em eventuais dificuldades pessoais ou profissionais ao longo da jornada.
Ações complementares e responsabilidade social
Durante a abertura, também foram apresentadas iniciativas paralelas da empresa na área social, como projetos de economia circular e geração de renda.
Entre eles, o projeto “Costura Criativa”, que reaproveita uniformes industriais para produção de novos itens, envolvendo costureiras da região em cursos de capacitação.
Além disso, os alunos foram convidados a participar de visitas ao polo industrial, ampliando o contato com o ambiente produtivo e as operações da empresa.
Expectativa para a nova edição
A nova turma marca a primeira edição do formato mais longo do curso na região, com ampliação da carga horária e aprofundamento técnico.
“É a primeira vez que a gente está fazendo esse formato […] um curso especial, com duração mais longa de um ano”, explicou Gabriel.
A expectativa dos organizadores é de que a iniciativa contribua para a formação de profissionais qualificados e para o fortalecimento da indústria local, com impacto direto na empregabilidade da população do entorno.