Protesto de jornalistas contra agressão na Câmara
ABI reage à violência policial e à censura, acionando a PGR e a CIDH após o protesto de jornalistas contra a agressão na Câmara
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 11/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Uma grave crise institucional foi deflagrada na Câmara dos Deputados após um protesto de jornalistas na quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, em resposta a episódios chocantes de censura e violência cometidos pela Polícia Legislativa. Os profissionais da imprensa se reuniram para demonstrar repúdio às agressões sofridas no dia anterior, durante a cobertura de uma sessão plenária que terminou em confusão e truculência contra a liberdade de expressão.
A escalada da tensão: O incidente de 9 de dezembro

Os fatos que levaram ao protesto de jornalistas contra a agressão na Câmara começaram na terça-feira, 9 de dezembro de 2025, com uma tentativa forçada de remover o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) da presidência da Casa. O que deveria ser um procedimento regimental rapidamente se transformou em uma cena de conflito, culminando em uma atitude inédita e grave por parte da Polícia Legislativa.
Durante o tumulto, a transmissão ao vivo da TV Câmara foi abruptamente interrompida. Em seguida, a Polícia Legislativa deu uma ordem de expulsão, retirando jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos do plenário. Essa ação não só cerceou o direito de registrar um evento de interesse público, mas configurou um ato explícito de censura e violência contra o trabalho da imprensa.
O objetivo da imprensa, que é registrar e informar, foi diretamente confrontado com a força.
“A Polícia Legislativa expulsou jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos do plenário, dificultando o exercício de suas funções profissionais.”
Agressão e atendimento médico: O custo da liberdade de imprensa

Os relatos e as imagens capturadas antes da expulsão forçada evidenciam a abordagem agressiva e desproporcional dos policiais contra os profissionais da imprensa. Em meio à confusão, muitos jornalistas que buscavam apenas registrar os acontecimentos foram vítimas de empurrões, puxões e cotoveladas.
A violência foi tamanha que algumas vítimas precisaram receber atendimento médico em decorrência das agressões. A reação da Polícia Legislativa levanta sérias questões sobre os limites da segurança interna e a garantia constitucional da liberdade de imprensa dentro de um órgão público essencial. A palavra-chave protesto de jornalistas contra a agressão na Câmara ecoa o sentimento de ultraje da categoria.
O vazio da liderança e a promessa de investigação

Em meio à indignação crescente da categoria, um encontro foi agendado com uma delegação de representantes da imprensa e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir os incidentes. Contudo, o presidente não compareceu ao encontro.
Em seu lugar, Hugo Motta enviou uma assessora para representá-lo, o que foi interpretado por muitos como um sinal de desinteresse ou desvalorização da gravidade dos episódios de censura e violência cometidos contra os jornalistas.
Apesar da ausência, o presidente Motta se manifestou nas redes sociais após os incidentes, afirmando que havia ordenado uma investigação sobre possíveis abusos relacionados à cobertura jornalística do ocorrido. O compromisso de investigar, no entanto, é visto com ceticismo pelos profissionais que participaram do protesto de jornalistas contra a agressão na Câmara.
Medidas Legais: ABI aciona a PGR e a CIDH
Em resposta à violência sofrida pela categoria, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) não hesitou em anunciar medidas enérgicas. A entidade declarou publicamente que tomará medidas legais contra o presidente da Câmara em virtude das “violências perpetradas pela Polícia Legislativa” durante a sessão.
A ABI planeja apresentar uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) por crime de responsabilidade, diretamente relacionado à violação do direito à liberdade de imprensa e expressão.
Além das ações na esfera nacional, a ABI buscará apoio em órgãos internacionais, elevando o caso à Relatoria Especial de Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). A associação também levará o caso à Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, buscando uma punição por quebra de decoro parlamentar.
Essas ações visam proteger o jornalismo e garantir que episódios de censura e violência institucional não se repitam. A luta é por um ambiente de trabalho seguro e transparente, onde a cobertura de eventos públicos possa ser realizada sem o temor da força policial. O protesto de jornalistas contra a agressão na Câmara serve como um marco dessa resistência.
A integridade e a segurança dos jornalistas são pilares da democracia, e a resposta unificada da imprensa, representada pela manifestação e pelas ações da ABI, reforça a importância inegociável da liberdade de imprensa no Brasil, um tema central após o protesto de jornalistas contra a agressão na Câmara.