Professores do Sesi SP voltam às aulas, mas mantêm mobilização por reajuste salarial
Assembleia de 1/04 manteve o estado de greve da categoria e aceitou a proposta de negociar com a mediação do TRT de SP. Mobilização busca valorização e melhores condições de trabalho.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 02/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
Após um período de paralisação de dois dias, os docentes do Sesi no Estado de São Paulo decidiram retomar as atividades letivas nesta quarta-feira, 2 de abril. O retorno ocorre em meio a uma negociação salarial que será mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Apesar da volta às aulas, os professores optaram por manter o estado de greve, garantindo assim a mobilização da categoria em busca de melhores condições de trabalho.
A decisão foi ratificada durante uma assembleia realizada na noite anterior, com a presença de aproximadamente 800 representantes dos sindicatos associados à Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp). Durante a reunião, os docentes acolheram a proposta da juíza Luciana Bezerra de Oliveira, que sugeriu a implementação de uma “cláusula de paz” para facilitar as negociações.
A primeira rodada de discussões mediadas está agendada para ocorrer nesta quarta-feira às 16 horas. O presidente do SinproSP e da Fepesp, Celso Napolitano, destacou a importância da valorização dos professores como um fator essencial para a qualidade do ensino. “O movimento demonstrou nossa força e fez com que o Sesi reconhecesse a greve, um passo importante rumo ao respeito e valorização que buscamos,” afirmou Napolitano.
Atualmente, cerca de 4 mil professores estão envolvidos na campanha salarial, cuja data-base é 1º de março. As principais reivindicações incluem um reajuste salarial com ganho real de 2,5%, proposta que até o momento foi rejeitada pelos representantes patronais.
Os professores reforçaram a necessidade de permanecer vigilantes durante as negociações e em relação às informações sobre a campanha salarial. Com o estado de greve em vigor, a categoria poderá retomar as paralisações caso se faça necessário. “É fundamental lembrar que qualquer acordo firmado na mesa do tribunal será submetido à avaliação em assembleia estadual, onde todos serão convocados para participar,” esclareceu Napolitano.
A campanha salarial teve início com reuniões promovidas pelos sindicatos em dezembro de 2024. Para estabelecer as pautas de reivindicação, diversas assembleias foram realizadas nas localidades representadas pela federação.
Durante os dias 31 de março e 1º de abril, as escolas da rede Sesi registraram paralisações totais ou parciais em várias regiões do Estado. O SinproSP e a Fepesp têm se mobilizado desde novembro do ano passado em busca da valorização dos docentes. Até o momento, foram realizadas 11 rodadas de negociação sem avanços significativos nas demandas apresentadas pela categoria.

A decisão pela greve foi aprovada através de votação direta entre os membros presentes na assembleia, refletindo o descontentamento generalizado entre os professores. As assembleias virtuais garantiram ampla participação dos docentes em todo o estado, resultando na aprovação da paralisação nas mais diversas localidades.
As principais demandas incluem não apenas o reajuste salarial desejado, mas também a implementação de diretrizes que assegurem melhores condições laborais e limitem a sobrecarga dos profissionais. Os educadores criticam a falta de comprometimento por parte da gestão do Sesi-SP com a valorização dos professores e com a qualidade do ensino oferecido aos alunos.
Os próximos passos incluem o acompanhamento contínuo das negociações por parte da Fepesp e dos sindicatos, além da convocação para novas assembleias conforme necessário. O presidente Celso Napolitano reafirmou: “A valorização dos educadores é imprescindível para garantir um ensino verdadeiramente qualificado.” Em resposta às reivindicações, o Sesi-SP comunicou que está buscando um entendimento através das negociações com os sindicatos que representam os professores.