Professora é Condenada por Abuso Sexual de Aluna e Oferta de Bebidas a Estudantes
Professora é condenada a quase 29 anos de prisão por abuso sexual de aluna; caso chocante revela falhas no sistema educacional.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 14/01/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Um caso alarmante veio à tona na Comarca de Tapes, no Rio Grande do Sul, onde uma professora foi condenada a 28 anos e nove meses de prisão por crimes de estupro de vulnerável contra uma aluna de apenas 14 anos. A decisão foi proferida pelo juiz Ramiro Baptista Kalil da 2ª Vara Judicial, que também impôs uma pena adicional de três anos e seis meses pela oferta de bebidas alcoólicas a outras duas estudantes menores.
Além das penas privativas de liberdade, a docente deverá indenizar cada uma das três vítimas em R$ 15 mil por danos morais. A mulher está sob custódia desde setembro de 2023 e ainda possui a possibilidade de recorrer da sentença.
A investigação teve início após uma palestra realizada pela Polícia Civil na escola, onde as alunas se sentiram à vontade para relatar os abusos sofridos. As informações levantadas indicam que os atos ilícitos ocorreram entre maio e julho deste ano, em locais como o banheiro e a biblioteca da instituição.
O Ministério Público revelou que, durante uma excursão a Porto Alegre, a professora também teria oferecido bebidas alcoólicas a duas alunas menores de idade em um shopping center. Um dos depoimentos colhidos na investigação revelou que a ré admitiu ter um relacionamento com uma das vítimas, mencionando encontros em diversos ambientes da escola.
O juiz destacou que o crime de estupro de vulnerável é justificado pela idade da vítima, que não tem a capacidade legal para consentir tais atos. Ele ressaltou que o comportamento da professora deve ser analisado negativamente, considerando que ela utilizou sua posição profissional para se aproximar da aluna e perpetuar o abuso.
O magistrado também notou a ausência de laudo pericial devido ao intervalo significativo entre o registro da ocorrência policial e a data dos supostos crimes, embora isso não tenha impedido o julgamento do caso.
A sociedade aguarda agora o desdobramento desse caso e as possíveis reações legais da acusada diante da condenação.