Produção industrial brasileira apresenta crescimento moderado em abril
Setor ainda enfrenta desafios econômicos e incertezas
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 03/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
De acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial no Brasil cresceu 0,1% entre os meses de março e abril deste ano. Este resultado marca a quarta elevação consecutiva do indicador, que já acumula um crescimento de 1,5% desde o início de 2023.
O pesquisador André Macedo, do IBGE, apontou que esse desempenho positivo se contrapõe à queda observada nos três últimos meses de 2022, onde o setor enfrentou um recuo total de 1%. “Isso elimina as perdas acumuladas nos meses de outubro, novembro e dezembro do ano passado”, destacou.
No entanto, Macedo ressaltou que o crescimento acumulado de 1,5% foi impulsionado principalmente pelo aumento de 1,2% registrado em março. Os resultados dos outros meses mostraram variações quase estáveis: 0,2% em janeiro, 0,1% em fevereiro e 0,1% em abril.
Além disso, a pesquisa revelou que o indicador apresentou crescimento no trimestre (0,5%), no acumulado do ano (1,4%) e nos últimos 12 meses (2,4%). Em contrapartida, na comparação com abril de 2022, houve uma ligeira diminuição de 0,3% na produção.
Macedo explicou que a leve alta de 0,1% na produção industrial entre março e abril pode ser atribuída a um ambiente econômico marcado pela incerteza e pela alta taxa básica de juros (Selic). “A permanência da taxa de juros em níveis elevados tem levado as famílias a adiar decisões de consumo e as empresas a postergar investimentos. Além disso, a incerteza afeta tanto o mercado interno quanto o cenário internacional”, afirmou o especialista.
Setores da Indústria
Três das quatro grandes categorias econômicas da indústria mostraram crescimento na comparação entre março e abril: bens de capital (1,4%), bens intermediários (0,7%) e bens de consumo duráveis (0,4%). Em contraste, os bens de consumo semi e não duráveis apresentaram uma queda significativa de 1,9%.
Dentro das 25 atividades industriais analisadas, 13 registraram aumento. Dentre elas, destacam-se as indústrias extrativas (1%), bebidas (3,6%), veículos automotores e carrocerias (1%) e impressão e reprodução de gravações (11%). O segmento de produtos químicos manteve-se estável durante o período.