Produção de cacau em SP foca em tecnologias para escalar produtividade
Projeto milionário une tecnologia e campo para transformar o estado em referência nacional de cultivo e sustentabilidade cacaueira.
- Publicado: 05/03/2026
- Alterado: 05/03/2026
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Cacau 360°
A produção de cacau em SP acaba de receber um reforço científico sem precedentes para alavancar a economia agrícola estadual. O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA) revelou as diretrizes do projeto Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções Inovadoras, batizado de Cacau 360°.
Financiado pela Fapesp, o estudo mobiliza 91 especialistas de 11 instituições brasileiras. A meta central foca na inovação integral, partindo do manejo da lavoura até a fabricação do chocolate.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divide a sede da iniciativa com o Ital. O foco recai na alta produtividade e no aproveitamento total do fruto durante os próximos cinco anos.
Produção de cacau em SP e o foco nas inovações de campo
O avanço da produção de cacau em SP exige o abandono de práticas obsoletas. Para isso, os pesquisadores criaram uma frente de trabalho dedicada a testar novos limites agronômicos.
A equipe compara ativamente os tradicionais sistemas agroflorestais com o cultivo a pleno sol. O uso de inteligência artificial e mecanização avançada guia o trabalho liderado por Charleston Gonçalves (IAC-APTA) e Anderson Ferreira da Cunha (UFSCar).
Fermentação e qualidade superior
A qualidade do chocolate nasce na fermentação. A pesquisa investiga a fundo o impacto do clima e da genética na amêndoa.
Sob o comando de Priscilla Efraim (Unicamp), especialistas isolam micro-organismos para criar protocolos de fermentação natural imbatíveis.
Sustentabilidade como motor da produção de cacau em SP
O futuro do agronegócio exige responsabilidade ambiental. A sustentabilidade molda a próxima fase da produção de cacau em SP, transformando resíduos em lucro.
Profissionais coordenados por Gabriela Alves Macedo (Unicamp) investigam bioprocessos inéditos. O grupo trabalha na criação de embalagens sustentáveis feitas a partir dos coprodutos do próprio fruto.
A saúde do consumidor também entra na balança do projeto. O plano de ação inclui o desenvolvimento de compostos bioativos e alimentos com alto valor funcional. A gestora executiva Gisele Camargo lidera a frente de estabilidade de prateleira desses novos produtos.
Controle rigoroso de riscos e segurança
Para garantir o padrão de exportação, o projeto implementa métricas inflexíveis de gestão química. O controle liderado por Marcelo Morgano (Ital) varre qualquer ameaça biológica.
A equipe monitora de perto contaminantes críticos. O escopo de avaliação toxicológica inclui:
- Micotoxinas e bactérias patogênicas.
- Metais pesados.
- Acrilamida e hidrocarbonetos.
“É um projeto que congrega o ideal da Secretaria de Agricultura de SP, que é juntar as competências para fazer algo melhor para a sociedade, para a economia, para nosso estado e para o Brasil.” — Eloísa Garcia, coordenadora do Ital.
“O essencial é a união dos esforços e saberes para trazer uma nova oportunidade para nossos agricultores e consumidores terem acesso a produtos de qualidade com ciência e compromisso.” — Ricardo Pereira, diretor da Cati.
A integração entre pesquisa avançada e o trabalhador rural promete reconfigurar o mercado. Com investimentos pesados e união estratégica de saberes acadêmicos, a produção de cacau em SP caminha rapidamente para se tornar um exemplo global de eficiência e qualidade sustentável.