Produção de cacau em SP foca em tecnologias para escalar produtividade

Projeto milionário une tecnologia e campo para transformar o estado em referência nacional de cultivo e sustentabilidade cacaueira.

Crédito: Antonio Carriero/Ital

A produção de cacau em SP acaba de receber um reforço científico sem precedentes para alavancar a economia agrícola estadual. O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA) revelou as diretrizes do projeto Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções Inovadoras, batizado de Cacau 360°.

Financiado pela Fapesp, o estudo mobiliza 91 especialistas de 11 instituições brasileiras. A meta central foca na inovação integral, partindo do manejo da lavoura até a fabricação do chocolate.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divide a sede da iniciativa com o Ital. O foco recai na alta produtividade e no aproveitamento total do fruto durante os próximos cinco anos.

Produção de cacau em SP e o foco nas inovações de campo

O avanço da produção de cacau em SP exige o abandono de práticas obsoletas. Para isso, os pesquisadores criaram uma frente de trabalho dedicada a testar novos limites agronômicos.

A equipe compara ativamente os tradicionais sistemas agroflorestais com o cultivo a pleno sol. O uso de inteligência artificial e mecanização avançada guia o trabalho liderado por Charleston Gonçalves (IAC-APTA) e Anderson Ferreira da Cunha (UFSCar).

Fermentação e qualidade superior

A qualidade do chocolate nasce na fermentação. A pesquisa investiga a fundo o impacto do clima e da genética na amêndoa.

Sob o comando de Priscilla Efraim (Unicamp), especialistas isolam micro-organismos para criar protocolos de fermentação natural imbatíveis.

Sustentabilidade como motor da produção de cacau em SP

O futuro do agronegócio exige responsabilidade ambiental. A sustentabilidade molda a próxima fase da produção de cacau em SP, transformando resíduos em lucro.

Profissionais coordenados por Gabriela Alves Macedo (Unicamp) investigam bioprocessos inéditos. O grupo trabalha na criação de embalagens sustentáveis feitas a partir dos coprodutos do próprio fruto.

A saúde do consumidor também entra na balança do projeto. O plano de ação inclui o desenvolvimento de compostos bioativos e alimentos com alto valor funcional. A gestora executiva Gisele Camargo lidera a frente de estabilidade de prateleira desses novos produtos.

Controle rigoroso de riscos e segurança

Para garantir o padrão de exportação, o projeto implementa métricas inflexíveis de gestão química. O controle liderado por Marcelo Morgano (Ital) varre qualquer ameaça biológica.

A equipe monitora de perto contaminantes críticos. O escopo de avaliação toxicológica inclui:

  • Micotoxinas e bactérias patogênicas.
  • Metais pesados.
  • Acrilamida e hidrocarbonetos.

“É um projeto que congrega o ideal da Secretaria de Agricultura de SP, que é juntar as competências para fazer algo melhor para a sociedade, para a economia, para nosso estado e para o Brasil.” — Eloísa Garcia, coordenadora do Ital.

“O essencial é a união dos esforços e saberes para trazer uma nova oportunidade para nossos agricultores e consumidores terem acesso a produtos de qualidade com ciência e compromisso.” — Ricardo Pereira, diretor da Cati.

A integração entre pesquisa avançada e o trabalhador rural promete reconfigurar o mercado. Com investimentos pesados e união estratégica de saberes acadêmicos, a produção de cacau em SP caminha rapidamente para se tornar um exemplo global de eficiência e qualidade sustentável.

  • Publicado: 05/03/2026
  • Alterado: 05/03/2026
  • Autor: 05/03/2026
  • Fonte: Cacau 360°