Presídio em Maceió adapta sala de diretor para receber Fernando Collor
Sala especial garante condições de saúde exigidas pela Justiça
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 27/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió (AL), transferiu o ex-presidente Fernando Collor para uma sala originalmente destinada à diretoria da unidade. A medida foi tomada para assegurar o atendimento das necessidades médicas de Collor, conforme exigido pela decisão judicial, sem a necessidade de mudanças estruturais no local. O espaço adaptado conta com ar-condicionado, banheiro próprio e fica situado na área administrativa do presídio.
Na próxima segunda-feira (28), juízes da 16ª Vara Criminal da Capital e um desembargador devem realizar uma visita técnica às instalações. O objetivo é verificar as condições de encarceramento e orientar eventuais ajustes que garantam a dignidade do preso. Até o momento, o governo estadual, sob gestão de Paulo Dantas (MDB), não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Defesa pede prisão domiciliar; saúde do ex-presidente é ponto central
A defesa de Collor solicitou a substituição da prisão por regime domiciliar, alegando fatores como idade avançada (75 anos) e tratamento para doenças como Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar. A decisão sobre o pedido depende de manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Enquanto aguarda a decisão, Collor permanece no Baldomero Cavalcanti, recebendo as refeições padrão do presídio, embora possa receber alimentos permitidos em lista oficial. Segundo relatos de funcionários do complexo, o ex-presidente tem mantido comportamento respeitoso e aparenta estar tranquilo.
Prisão de Collor é resultado de condenação por corrupção e lavagem de dinheiro
Fernando Collor foi preso na sexta-feira (25), no Aeroporto Zumbi dos Palmares, enquanto tentava embarcar para Brasília para cumprir determinação judicial. Ele foi condenado pelo STF em maio de 2023 a oito anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As investigações apontaram que Collor teria recebido R$ 20 milhões para favorecer contratos da UTC Engenharia com a BR Distribuidora entre 2010 e 2014, período dos governos Lula e Dilma Rousseff.
Recursos apresentados pela defesa foram rejeitados, e o STF confirmou a necessidade de execução imediata da pena. A sessão que discute a manutenção da prisão segue no plenário virtual do Supremo, com conclusão prevista para segunda-feira (28).