Prefeitura de SBC inaugura Faculdade Municipal gratuita
Em parceria com a iniciativa privada, a Prefeitura de São Bernardo do Campo inaugurou, no início da tarde desta sexta-feira (1º de agosto), a Faculdade Municipal Gratuita
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 02/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Após receber o o secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, no Hospital de Clínicas de São Bernardo do Campo, para assinatura dos documentos para envio de verba federal ao município, o prefeito Marcelo Lima (Podemos) se dirigiu à rua Marechal Deodoro, um dos principais corredores de comércio da cidade, para inaugurar a Faculdade Municipal de São Bernardo.

As aulas iniciam dia 14 de agosto, quando ocorrerá uma aula magna para os 200 primeiros alunos que iniciam em quatro cursos, conforme explicou Marcelo Lima.

“Hoje, estão fazendo a seleção do vestibular, na qual mais de 2.800 se inscreveram, fizeram a prova e 200 alunos vão ser selecionados. Jovens, na sua maioria, para 50 vagas de gestão ambiental, 50 para gestão pública, 50 para gestão financeira e 50 para marketing digital. São quatro cursos tecnólogos de dois anos de duração e nível superior”, explicou o prefeito.
Fim da reforma e aumento na quantidade de alunos
No entanto, o podemista pretende aumentar o número de estudantes e de cursos de forma gradativa, já que os três andares superiores passam por reforma, por isso, neste momento, os estudantes utilizarão o piso térreo.
“Cabe muito mais do que 200 jovens para estudar aqui. O térreo vai começar com 200 alunos, e aí a gente vai subindo, a obra vai continuar até que a gente termine totalmente internamente. A parte do primeiro, segundo e do terceiro andar, para que a gente possa trabalhar na sua capacidade máxima até o final do ano que vem. E eu quero colocar mil alunos aqui de São Bernardo do Campo”, projeta o prefeito.
Parceria, sem aporte municipal
A Faculdade Municipal de São Bernardo foi concebida a partir da parceria com o Grupo Ânima, mantenedora da Faculdade São Judas, não consumiu recursos municipais, e o projeto foi feito em tempo hábil para que houvesse aula já no início do segundo semestre, conforme comentou Lima.

“Esse recurso não tem um real da prefeitura. Eu não tinha dinheiro para fazer no começo do ano. E a Frida, a nossa secretária da Habitação, arrumou uma parceria privada que fez toda a doação da reforma do prédio. A Juliane Nakamura, chefe de gabinete, em tempo recorde, com a equipe dela para criar a minuta, para mandar para Câmara, para ajudar a fazer o edital de convocação e ajudar no vestibular”, falou Marcelo sobre a economia e a celeridade do processo.
Parte pedagógica e certificado MEC
A Faculdade São Judas, além da parte pedagógica, fornecerá também o certificado reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), já que a Prefeitura não tem registro na entidade reguladora, e Marcelo afirmou que é o reconhecimento da instituição com a cidade.
“Quem vai ministrar todas as aulas na questão pedagógica dessa universidade, vai ser feita pela São Judas. Não tem convênio com a Prefeitura e não tem pagamento da Prefeitura. Está fazendo de forma voluntária para entregar à Prefeitura de São Bernardo do Campo, essa contrapartida da educação. Na primeira reunião que eu tive com a Faculdade São Judas, com o Grupo Ânima, eles falaram: ‘prefeito, nós devemos a São Bernardo muito, porque São Bernardo nos reconhece’”, comentou Marcelo.

Mas, o chefe do Executivo não deixou de pontuar o descaso com o prédio que virou faculdade gratuita.
“Aqueles que não tiveram condição de se formar no curso superior e tiveram o desejo de estudar, eles vão estudar aqui nesse prédio que estava abandonado. Aqui é o exemplo do que nós encontrávamos com o prédio abandonado e que hoje se torna a Faculdade Municipal de São Bernardo do Campo”, lamentou ele, que disse que não sabe se disputará alguma eleição.
Mudanças no meio do caminho
O projeto da faculdade passou por mudanças, já que o primeiro critério que constava na lei, era que deveria ser morador de São Bernardo, mas este tópico foi derrubado por entendimento do Supremo. E para concorrer, os critérios são avaliação por nota, redação, socioeconômico, já que as vagas são destinadas a pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos, e para quem não tem outro curso superior.