Preços de frutas caem 1,15% nos supermercados em setembro

Levantamento da APAS e Fipe aponta redução expressiva no valor da maçã, laranja e banana, favorecendo o consumo saudável.

Preços de frutas caem 1,15% nos supermercados em setembro

Crédito: Divulgação

Os preços de frutas recuaram nos supermercados paulistas em setembro, impulsionados pela supersafra. A maçã, a laranja e a banana lideram o alívio no bolso do consumidor, acumulando quedas de até 32,76% em 2026.

O levantamento que monitora os valores faz parte do Índice de Preços dos Supermercados (IPS), formulado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em conjunto com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O estudo indica que a oferta farta no campo reduziu as cotações nas gôndolas de forma consecutiva nos últimos doze meses.

Impacto da supersafra nos preços de frutas

O volume recorde colhido derrubou os preços de frutas ao longo do ano. O índice geral do setor marcou queda de 1,15% em setembro, somando uma redução de 10,91% ao longo de 2026.

O aumento na disponibilidade de maçã, abacate e laranja explica o movimento de deflação nas prateleiras. “Para os próximos meses, será importante acompanhar as condições climáticas e seus possíveis efeitos sobre a produção e a oferta de alimentos”, observa o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz.

Variação detalhada dos produtos

A maçã protagoniza o recuo mais acentuado do período, seguida de perto por outras culturas populares na mesa das famílias. Abaixo, os dados destrincham as variações negativas nos três recortes analisados:

  • Maçã: Registrou queda de 0,16% em setembro, com expressivo recuo acumulado de 32,76% em 2026 e baixa de 26,96% nos últimos 12 meses.
  • Laranja: Apresentou redução de 6,25% em setembro, somando queda de 19,84% no ano e decréscimo de 14,72% em 12 meses.
  • Banana: Marcou retração de 4,64% em setembro, acumulando baixa de 16,74% ao longo de 2026 e recuo de 13,05% em um ano.
  • Abacaxi: Teve queda de 0,96% em setembro, com leve recuo de 0,34% no ano e redução de 4,25% nos últimos 12 meses.

Alerta climático e abastecimento

A continuidade dessa trajetória favorável depende diretamente do clima. Mudanças bruscas de temperatura tendem a impactar o ritmo das colheitas e os custos do produtor rural nas principais regiões agrícolas.

“A eventual intensificação do El Niño pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões produtoras, com impactos sobre a produtividade. Os efeitos dependerão da intensidade do fenômeno”, acrescenta Queiroz. O cenário ditará como os preços de frutas chegarão ao consumidor nos meses seguintes.

Thiago Antunes

  • Publicado: 28/10/2026 16:40
  • Alterado: 28/10/2026 16:40
  • Autor: Thiago Antunes