Polilaminina “não é passível de questionamento” diz Tatiana Sampaio
Cientista defende a eficácia da molécula que reverte lesões medulares em entrevista reveladora sobre os 30 anos de sua pesquisa inovadora.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 24/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A revolucionária polilaminina representa o maior avanço recente na neurociência brasileira. A bióloga e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Tatiana Sampaio, dedicou três décadas ao estudo detalhado dessa molécula orgânica. O projeto de vanguarda busca uma solução concreta para reverter paralisias causadas por danos graves na medula espinhal.
Para detalhar essa descoberta médica, a especialista participou do programa Roda Viva nesta segunda-feira, dia 23, às 22h. Esta edição histórica também celebrou o importante aniversário de 40 anos da atração na TV Cultura e marca a grande estreia do jornalista Ernesto Paglia no comando seguro das entrevistas semanais.
Como a polilaminina age na medula lesionada
Na prática médica avançada, a substância funciona como uma versão sintética altamente eficaz da laminina. Esta proteína já existe naturalmente no corpo humano e possui a função vital de auxiliar os neurônios durante o complexo processo de reconexão do sistema nervoso central.
A recriação criteriosa em laboratório potencializou os efeitos reparadores da estrutura original. O ensaio clínico coordenado por Tatiana Sampaio avaliou com precisão indivíduos com lesão completa, revelando o imenso potencial da polilaminina para a comunidade científica mundial.
Resultados clínicos promissores
Os números apurados pela equipe acadêmica liderada por Tatiana na UFRJ projetam um cenário de inegável otimismo para a classe médica. O estudo científico rigoroso baseou-se em indicadores absolutamente claros e metodologicamente documentados pelos envolvidos:
- Total de participantes: Oito pacientes previamente diagnosticados com severos danos medulares classificados como irreversíveis pela medicina tradicional.
- Taxa de sucesso: Impressionantes 75% do grupo clínico analisado apresentou algum grau mensurável de recuperação motora funcional.
- Tempo de dedicação: Mais de 30 anos de trabalho investigativo incansável focado exclusivamente no aperfeiçoamento da polilaminina.
Diante dos inevitáveis questionamentos acadêmicos sobre a eficácia clínica da inovadora terapia, a cientista carioca defendeu prontamente a integridade metodológica de todo o exaustivo levantamento.
“O resultado técnico não é passível de questionamento. Eu sei a literatura que estou me baseando. Eu não tenho dúvida de que nós fizemos uma avaliação correta que nós tivemos.”
O qualificado e aprofundado debate televisivo sobre os promissores impactos clínicos da polilaminina conta com um time jornalístico renomado. A forte bancada de sabatina reúne mentes brilhantes da comunicação em saúde.
Estão presentes na roda os profissionais Jairo Marques (Folha de S.Paulo), Fabiana Cambricoli (Estadão) e Rafael Garcia (O Globo). O prestigiado grupo inclui também as jornalistas Mariana Varella (Portal Drauzio), Lúcia Helena de Oliveira (UOL) e a repórter de saúde Carol Marcelino.
Este momento televisivo único reafirma a excelência da pesquisa nacional e consolida definitivamente o prestígio da ciência brasileira contemporânea. A expectativa geral agora gira em torno das complexas fases clínicas futuras, fundamentais para que a polilaminina transforme a reabilitação neurológica no país.